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Polícia identifica um suspeito de participar da morte de delegado no Rio

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RIO DE JANEIRO, RJ (FOLHAPRESS) - A Delegacia de Homicídios do Rio identificou um dos suspeitos de participar da morte do delegado da Polícia Civil Fábio Monteiro, 39, encontrado baleado dentro do porta-malas de um carro perto da Cidade da Polícia, na zona norte do Rio, onde Monteiro trabalhava.

O nome do suspeito não foi divulgado.

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O corpo de Monteiro foi velado na Acadepol (Academia Estadual de Polícia Sylvio Terra), na manhã deste sábado (13), e enterrado no Cemitério São Francisco Xavier, no Caju.

Na tarde de sexta-feira (12), o corpo do delegado foi encontrado dentro do porta-malas de um Chevrolet Cobalt preto, na av. Dom Helder Câmara, via movimentada da zona norte da cidade. Havia marcas de tiros no carro e no corpo dele.

Pedestres viram quando homens abandonaram o veículo e correram em direção às favelas do Arará e do Jacarezinho.

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Monteiro foi visto pela última vez saindo para almoçar. A Cidade da Polícia fica perto dessas favelas.

A Polícia suspeita que ele tenha sido vítima de um assalto. A dinâmica dos fatos está sendo investigada. Ainda não está claro, por exemplo, se ele foi reconhecido como policial e por isso executado.

Além de delegado, também atuava como instrutor e professor da corporação, e foi agente da Polícia Federal.

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OPERAÇÃO

Horas após a morte, a Polícia Civil deu início a uma operação nas favelas do Jacarezinho e Arará, que resultou na detenção de 40 pessoas.

Em 2017, outro policial civil foi morto durante operação no Jacarezinho. Nas semanas seguintes, ocorreram seguidas operações policiais na favela, que deixaram a população local, de cerca de 40 mil pessoas, ilhada, sem serviços básicos, durante semanas.

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O Portal dos Procurados busca obter informações que levem à identificação dos envolvidos na morte do delegado. Para isso, oferece uma recompensa de R$ 5.000.

CRISE NO RIO

Com salários atrasados e falta de dinheiro para manutenção de veículos e equipamentos para a polícia, o Rio tem sofrido com o crescimento dos índices de violência.

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A crise também enfraqueceu o projeto das UPPs (Unidades de Polícia Pacificadora), que estão passando por modificações, abrindo espaço para novas guerras entre facções de bandidos.

Ao longo de 2017, foram 134 policiais militares mortos na onda de violência que atinge o Rio de Janeiro. O último caso tinha sido em 30 de dezembro, também em São Gonçalo, quando o sargento reformado Renato Fagundes de Almeida, 47, foi assassinado após outra tentativa de roubo.

Ao menos duas novas mortes já foram registradas desde o início de 2018. O sargento Anderson da Silva Santos, 41, foi atingido por três tiros em Queimados, na Baixada Fluminense, e o soldado Ivanderson da Silva Pinheiro foi encontrado morto em Mutuá, em São Gonçalo, na região metropolitana do Rio. Os dois casos ocorreram no dia 3.

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