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Irã rejeita mudanças e Rússia condena fala de Trump sobre acordo nuclear

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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Neste sábado (13), o Irã declarou que não aceitará qualquer mudança no acordo nuclear de 2015, após o presidente americano, Donald Trump, ter dito que sairia do acordo caso aliados signatários não corrigissem as "falhas terríveis".

Segundo a declaração dada pelo ministro das Relações Exteriores do Irã à agência estatal IRNA, o país "não aceitará nenhuma mudança no acordo, não agora nem no futuro". "O Irã não tomará nenhuma atitude além de seus compromissos", acrescentou.

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O ministro também disse que o Irã não permitirá que o acordo seja associado a outros assuntos. Trump havia sugerido que o alívio às sanções, graças ao acordo, estaria ligado à limitação do programa iraniano de mísseis balísticos de longo alcance.

A Rússia, que é signatária do acordo, condenou a fala de Trump sobre o acordo com o Irã neste sábado. Segundo o vice-ministro de Relações Exteriores russo, Sergei Ryabkov, a Rússia considera os comentários do presidente americano extremamente negativos.

O presidente americano. Donald Trump, estendeu nesta sexta-feira (12) o acordo nuclear firmado com o Irã em 2015, mas disse que seria a última vez, para dar uma chance aos aliados dos EUA de corrigir "falhas terríveis".

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São signatários do acordo, além de EUA e Irã, Reino Unido, França, Alemanha, China e Rússia.

"Essa é uma última chance", afirmou Trump em comunicado. "Na ausência de um acordo como esse, os Estados Unidos não vão mais derrubar sanções para manter o acordo nuclear com o Irã. E se em algum momento eu julgar que um acordo assim não está ao alcance, vou me retirar do acordo imediatamente." O presidente deu 120 dias para os países europeus reverem o acordo e pressionarem Teerã.

O acordo de 2015 levantou sanções impostas pelo Ocidente devido ao programa nuclear de Teerã. A cada três meses, o pacto precisa ser renovado pelos EUA.

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TRUMP E O ACORDO

Esta é a terceira vez desde que assumiu a Presidência que Trump renova o acordo, apesar de o ter chamado de "pior acordo da história" durante sua campanha eleitoral e ter ameaçado reiteradas vezes romper o acordo.

Em outubro passado, Trump havia tirado a certificação da Casa Branca sobre o acordo, afirmando que Teerã não cumpre o combinado. Na ocasião, o presidente deixou nas mãos do Congresso a renovação do pacto.

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Nesta sexta-feira, a Casa Branca também aprovou sanções -não relacionadas ao programa nuclear- contra o chefe do Judiciário iraniano, Sadeq Larijani, visto pelo governo Trump como principal culpado pela repressão do regime iraniano aos recentes protestos contra o governo no Irã.

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