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Brasil e 11 países pedem a Maduro respeito à lei em eleição na Venezuela

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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - O governo do Brasil e de mais 11 países das Américas pediram nesta quinta-feira (5) às autoridades da Venezuela que respeitem a Constituição e a lei nas eleições para os governos estaduais, marcadas para o próximo dia 15.

O chamado Grupo de Lima exortou o regime de Nicolás Maduro e o Conselho Nacional Eleitoral (CNE), formado por aliados do ditador, a "agir no âmbito de suas funções, com total transparência, imparcialidade e objetividade".

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Para eles, é necessário "garantir a livre participação de todos os candidatos, incluindo o direito de substituí-los de acordo com a lei e que este processo seja realizado com pleno respeito pelo voto livre, secreto, efetivo e universal."

A frase alude à demora do CNE em alterar postulações da coalizão opositora Mesa de Unidade Democrática (MUD), apresentadas separadamente pelos partidos porque o prazo de inscrição vencia antes das eleições primárias.

Depois da votação, em 10 de setembro, as siglas perdedoras requereram sua associação com o candidato único da coalizão, mas não foram atendidos pelo órgão eleitoral até esta quinta, limite para as alterações de chapa.

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Se os pedidos não forem deferidos, todos os concorrentes, incluindo os que abriram mão de concorrer, apareçam na urna eletrônica. Para os antichavistas, trata-se de uma ação do regime para elevar o número de votos nulos.

Por isso, a MUD tem recomendado aos eleitores que vejam a foto e o partido do candidato para votar corretamente. Também reforçaram o chamado às urnas, para que uma alta abstenção não beneficie os chavistas.

OBSERVADORES

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No comunicado, o Grupo de Lima também defende a participação de observadores internacionais, "o que permitirá que seus resultados sejam um reflexo fiel da vontade popular e tenham a legitimidade necessária."

"Finalmente, fazem chamado a que a população venezuelana possa exercer seus direitos e votar no dia 15 de outubro em eleições realizadas sem interferências e de modo pacífico em todo o país."

Maduro se recusa a permitir monitores de organizações independentes. Na eleição para a Assembleia Constituinte, em julho, a única missão participante era composta, em sua maioria, por aliados internacionais do regime.

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Além do Brasil, pertencem ao grupo Argentina, Canadá, Chile, Colômbia, Costa Rica, Guatemala, Honduras, México, Panamá, Paraguai e Peru, com governos críticos ao chavismo e que não reconhecem a Constituinte chavista.

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