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Lobby pró-arma pede restrição à venda de acessório que aumenta letalidade

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SILAS MARTÍ

NOVA YORK, EUA (FOLHAPRESS) - Numa rara mudança de discurso, a Associação Nacional do Rifle, principal lobby pró-armas dos Estados Unidos, afirmou em comunicado ser favorável a restrições à venda dos "bump stocks", acessórios usados para permitir que armas não automáticas façam disparos com altíssima frequência, tal qual os armamentos automáticos.

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O atirador que matou 58 pessoas em Las Vegas no domingo (1º) usou o acessório em 12 das armas do crime.

"A NRA acredita que instrumentos criados para permitir que rifles semiautomáticos funcionem como automáticos devem ser sujeitos a regulamentos adicionais", diz a nota.

O grupo disse ainda que as autoridades que regulamentam o porte de armas devem "rever imediatamente se esses instrumentos estão de acordo com a lei federal".

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Os "bump stocks" não são ilegais, embora a lei americana não permita a compra e porte de armas automáticas, a não ser que se trate de uma peça fabricada antes de 1986.

Mas o uso desses acessórios surgidos na última década acaba dando a mesma capacidade de disparo das armas automáticas às semiautomáticas, que se tornam, portanto, bem mais letais.

O recuo surpreendente da NRA vem no rastro de uma discussão acirrada em Washington, onde republicanos e democratas mais uma vez debatem possíveis restrições ao uso de armas nos EUA, sendo os republicanos contra e os democratas a favor.

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Republicanos, como o presidente Donald Trump, vem se beneficiando há décadas de doações de campanha do lobby pró-arma, entre eles a NRA, o maior desses grupos.

Mesmo avessos a qualquer restrição ao porte de arma, garantido pela Constituição americana, parlamentares do partido do presidente agora parecem ao menos dispostos a conversar sobre uma possível restrição à venda dos "bump stocks" diante do massacre em Las Vegas.

Democratas já vinham pressionando para voltar a debater a questão desde o atentado de domingo.

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FRACASSO

Nos últimos anos, no entanto, todas as tentativas de restringir o uso ou a potência das armas legais nos EUA vêm fracassando. Há dez anos, depois do atentado que deixou 32 mortos na Universidade Virginia Tech, por exemplo, a tentativa de limitar volumes de munição foi barrada pelo Congresso.

Depois do atentado numa escola em Newtown, em Connecticut, há cinco anos, quando morreram inclusive crianças, republicanos se opuseram à proposta de aumentar as checagens de antecedentes criminais de portadores de armas.

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Também barraram a tentativa de proibir vendas de armas a pessoas suspeitas de atividades terroristas depois do massacre numa boate gay em Orlando, no ano passado.

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