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ATUALIZADA - May defende união dos conservadores em torno do 'brexit'

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DANIEL BUARQUE

LONDRES, REINO UNIDO (FOLHAPRESS) - Em discurso que deveria servir para "relançar" o governo conservador do Reino Unido, nesta quarta (4), menos de quatro meses depois do fiasco do partido nas eleições, a voz fraca da primeira-ministra, Theresa May, e a intervenção de um humorista roubaram os holofotes.

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A promessa para o encerramento da convenção da sigla, em Manchester, era defender a união de seus membros e promover o que chama de "sonho britânico".

As repetidas tosses de May e sua voz, que falhou várias vezes enquanto discursava, porém, geraram um tom mais de tensão que de celebração.

Para completar, ela foi interrompida por um manifestante que entregou a ela uma "carta de demissão", uma versão falsa de um documento normalmente usado no reino quando alguém é demitido.

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O manifestante foi identificado como o humorista Simon Brodkin (que usa o nome artístico Lee Nelson), conhecido por já ter feito ações contra o presidente dos EUA, Donald Trump, e o ex-presidente da Fifa Joseph Blatter.

Ao ser retirado do local da convenção, Brodkin ironizou o protesto e disse que entregou a carta de demissão falsa por recomendação do secretário das Relações Exteriores, Boris Johnson.

Isso porque Johnson é um dos principais centros de polêmicas e disputas do governo May. Ao longo da semana, vários ministros se pronunciaram --de forma pública e privada-- contra sua atuação.

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Na terça (3), o Parlamento Europeu atacou a atuação britânica nas negociações de sua desfiliação da União Europeia (UE). O líder do maior partido da Legislatura do bloco, Manfred Weber, disse que as disputas no gabinete colocam um acordo em risco e pediu a demissão do chanceler.

O secretário das Relações Exteriores discursou na conferência um dia antes de May. Ele a elogiou por assumir a responsabilidade de fazer do 'brexit' um sucesso, e disse que os membros do governo apoiam cada sílaba de seus planos de saída da UE.

união para 'brexit'

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Apesar das interrupções e das falhas, um dos principais pontos do discurso da primeira-ministra foi a necessidade de união do governo em torno das negociações do 'brexit'.

May pediu o fim das brigas na sigla e declarou que o governo tem um "dever" com o país, e deve se preocupar com o emprego dos trabalhadores, não com o dos políticos.

Ela disse entender que alguns britânicos achem as negociações com a UE frustrantes, mas afirmou que o governo se planeja para todas as eventualidades e que está confiante em chegar a um bom acordo para ambas as partes.

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Desde o início do encontro conservador, no domingo (1º), May e os ministros tentaram reafirmar sua liderança, tentando apagar o fracasso nas eleições legislativas de junho, quando perderam a maioria no Parlamento.

"Vamos cumprir nosso dever com o país. Vamos avançar e dar ao país o governo de que ele precisa", disse a primeira-ministra.

A declaração pode ser interpretada também como resposta às críticas feitas pelo líder trabalhista, Jeremy Corbyn, uma semana antes. Ao encerrar a conferência do partido, em Brighton, Corbyn criticou o que chamou de desorganização do governo e disse que o Labour está no limiar de voltar ao poder. "Organize-se ou saia do caminho", disse, em alusão a May.

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