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Empresa desiste de ação judicial, e SP retomará manutenção de semáforos

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FABRÍCIO LOBEL

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - A CET (Companhia de Engenharia de Tráfego) e a prefeitura de São Paulo, sob governo de João Doria (PSDB), obtiveram nesta segunda-feira (2) uma vitória na Justiça que deve evitar a volta do caos no sistema semafórico da cidade, a exemplo do que ocorreu no primeiro semestre deste ano. Com a decisão, a companhia poderá retomar os contratos de manutenção de semáforos de parte da cidade que estavam suspensos desde o dia 19 de setembro.

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A decisão judicial ocorreu depois que a empresa austríaca Kapsch, líder do consórcio SP Manutenção Semafórica desistiu de avançar com o processo na Justiça. A desistência da multinacional ocorreu mesmo depois de ela ter conseguido na Justiça duas vitórias seguidas e o reconhecimento judicial de que o contrato firmado entre a gestão Doria e os prestadores de serviço no setor tinham indícios de ilicitudes e direcionamento na concorrência.

Com a decisão a CET voltará a ativar dois dos três contratos que estavam suspensos e que tem como objetivo manter funcionando os semáforos da cidade. Desde o dia 19, o paulistano pôde sentir a demora no religamento de alguns dispositivos em alguns cruzamentos da cidade, principalmente nas zonas leste e sul, que estavam sem a assistência necessária.

A companhia espera apenas ser notificada oficialmente da decisão para retomar o contrato. Para se ter uma ideia, em decisão anterior, a Justiça demorou quase três semanas para notificar a CET de que ela deveria suspender os contratos.

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O CASO

A suspensão dos contratos pela Justiça atendeu a pedido da Kapsch, multinacional com sede na Áustria e que teve suas propostas recusadas pela CET. A empresa diz que, na licitação, houve excesso de rigor na análise de seus documentos e negligência com os das vencedoras da disputa.

A empresa austríaca foi inabilitada por apresentar uma certidão do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia com capital social desatualizado. Para a empresa, trata-se de detalhe não relacionado ao papel do Crea de atestar tecnicamente sua habilitação para os serviços. Para a CET, a desatualização é motivo para retirá-la da disputa.

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A licitação de R$ 40,5 milhões (dividida em três lotes) foi vencida pelas empresas que prestavam os serviços até os últimos meses de 2016. Algumas fizeram doações à gestão Doria, como a troca das placas de sinalização de velocidades das marginais e a extensão de garantias não previstas no contrato anterior. A CET e as empresas afirmam que as doações foram feitas de forma transparente.

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