Carreira atípica de Shkliarov inclui trabalhos para Bernie Sanders e Obama
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IGOR GIELOW
SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - A trajetória de Vitali Shkliarov é tão inusual quanto a vitória simbólica que seu trabalho ajudou a frente Democratas Unidos a conquistar.
Nascido da então República Socialista Soviética Bielo-Russa (hoje Belarus) em 1976, ele se diz de "etnia russa". Após a queda do comunismo em 1991, ele foi para a Alemanha, onde obteve doutorado em ciências política e social na diminuta Universidade de Vechta (Baixa Saxônia).
Em 2007, trabalhou como voluntário para a agremiação "A Esquerda". Em 2008, ele assistiu a uma visita do presidente Barack Obama à Alemanha e ficou impressionado com a figura.
Dois anos depois, ele e sua namorada americana Heather mudaram para os EUA, onde ele se voluntariou para o Partido Democrata.
Em 2012, ele iniciou sua carreira como mobilizador, em Wisconsin, da campanha de Obama à reeleição. Também trabalhou para a campanha vencedora do senador Tammy Baldwin.
Pelos trabalhos, recebeu medalha de bronze do prêmio Pollie, o Oscar do marketing eleitoral americana, na categoria novas tecnologias por seu uso de monitoramento de eleitores por GPS.
Em 2014, voltou ocasionalmente para Moscou para ajudar candidatos anti-Putin. Foi assim que conheceu Dmitri Gudkov, que perdeu a eleição, mas ganhou o aliado.
Em 2015, de volta aos EUA, Shkliarov se aproximou de apoiadores do senador Bernie Sanders, que trouxe um discurso libertário de esquerda para tentar disputar a Presidência em 2016.
Virou um conselheiro do próprio Sanders. A campanha do senador, enfim derrotado nas primárias por Hillary Clinton, era inflamada por uma audiência jovem e intensa movimentação na internet.
Shkliarov diz tentar trazer o espírito da coisa para a Rússia, mas teve de adaptar-se ao processo eleitoral russo, com sua dificuldade de registro.
Ele deverá ficar em Moscou até a eleição de março, enquanto sua agora mulher e o filho Nikita, 6, ficam no Rio. Ela trabalha no consulado americano na cidade.