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Madri dinamitou o diálogo, afirma 'chanceler' catalão

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DIOGO BERCITO, ENVIADO ESPECIAL

BARCELONA, ESPANHA (FOLHAPRESS) - O governo espanhol diz que, no lugar do plebiscito de domingo, preferia dialogar com as autoridades catalãs.

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Albert Royo diz que esperou demais. "Há sete anos temos pedido que o governo se sente para negociar, mas não houve debate", afirma.

Royo é o diretor-geral do Conselho de Diplomacia Pública da Catalunha, entidade criada pelo governo catalão para servir como uma espécie de Ministério das Relações Exteriores da região.

"Há uma resposta policial e repressiva. Detiveram oficiais, fecharam páginas na internet, foram contrários à liberdade de expressão", afirma. "Me surpreende que peçam um debate."

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PERGUNTA - Haverá um plebiscito neste domingo?

ALBERT ROYO - Sim. Vamos fazê-lo. A pergunta é o que Madri está disposta a fazer. Se vão usar a força. A solução deste conflito político passa por meio das urnas.

P. - O governo central afirma que a solução era negociar, e não realizar um plebiscito.

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A.R. - Há sete anos temos pedido que o governo se sente para negociar, mas não houve debate. Dizem que é ilegal, que não podemos perguntar à população. Há uma resposta policial. Detiveram oficiais, fecharam páginas na internet, foram contrários à liberdade de expressão. Me surpreende que peçam debate.

P. - De onde vem a necessidade de fazer este plebiscito?

A.R. - Depois de quatro décadas de ditadura, o grande acordo nacional era a recuperação da autonomia catalã. Esse acordo foi pelos ares em 2010 quando o Tribunal Constitucional esvaziou a autonomia. Quando tentamos aprovar leis o governo da Espanha recorre a esse tribunal.

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P. - Quais leis?

A.R. - Por exemplo, a lei de proteção às famílias que não podem pagar a conta de luz. A lei que impunha impostos às centrais nucleares. A lei a favor da igualdade de gênero. A lei proibindo as touradas. Eram competência do Parlamento catalão, mas foram suspensas. O Estado dinamitou o consenso.

P. - Por que ser independente?

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A.R. - A justificativa mais comum é a de que, com um Estado próprio, as pessoas viveriam melhor, com uma democracia mais saudável.

P. - Mas o que acontece com quem não quer se separar?

A.R. - Será necessária uma política de integração. Serão ouvidos no processo quando escrevermos a Constituição.

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