Secretário de Saúde é oitavo a deixar gabinete de Trump
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ISABEL FLECK
WASHINGTON, EUA (FOLHAPRESS) - O secretário de Saúde, Tom Price, se tornou, nesta sexta (29), o oitavo integrante do primeiro escalão do gabinete de Donald Trump a cair desde o início do governo, em 20 de janeiro.
Price já enfrentava um momento ruim diante do fracasso do governo em aprovar um plano para substituir o Obamacare, mas sua situação foi agravada após o site Politico mostrar o uso de aviões particulares pelo secretário para viagens de trabalho.
Segundo as reportagens, foram pelos menos 26 viagens, a um custo de US$ 400 mil (R$ 1,27 milhão) --valor bem superior ao que Price teria gastado se tivesse usado voos comerciais.
O secretário --que havia se encontrado com o ministro da Saúde brasileiro, Ricardo Barros, na última terça (26)-- chegou a prometer, nesta quinta (28) que reembolsaria o valor gasto nos deslocamentos aos cofres públicos. Não adiantou.
Nesta sexta, a Casa Branca divulgou em nota que Price ofereceu sua renúncia e Trump aceitou. O presidente designou o vice-secretário assistente Don Wright para ocupar interinamente o posto.
"Passei 40 anos da minha vida como médico e servidor público, colocando as pessoas em primeiro lugar. Lamento que os eventos recentes tenham criado uma distração desses importantes objetivos", escreveu Price, em sua nota de demissão.
Trump já tinha demonstrado, nos últimos dias, estar bastante insatisfeito com o escândalo protagonizado pelo secretário em meio ao seu já caótico governo.
Depois das denúncias sobre Price, o jornal "The Washington Post" revelou que o diretor da Agência de Proteção Ambiental (EPA, na sigla em inglês), Scott Pruitt, também teria usado um avião particular por três vezes e um avião militar em junho, gastando US$ 58 mil (R$ 184 mil).
Em pouco mais de oito meses, o governo Trump já perdeu oito dos mais importantes nomes de seu gabinete, entre eles o ex-estrategista-chefe Steve Bannon, o ex-chefe de gabinete Reince Priebus, o ex-porta-voz Sean Spicer e o ex-conselheiro de Segurança Nacional, Michael Flynn.
Dois diretores de Comunicação também caíram: Michael Dubke e Anthony Scaramucci, que ficou dez dias no cargo.