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EUA vão retirar funcionários de embaixada em Cuba após ataques

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ISABEL FLECK

WASHINGTON, EUA (FOLHAPRESS) - Os Estados Unidos vão retirar a maior parte de seus funcionários de sua embaixada em Havana depois que possíveis ataques sônicos feriram 21 americanos associados com a representação diplomática. O anúncio deverá ser feito pelo Departamento de Estado nesta sexta (29), segundo a imprensa americana.

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Os funcionários da embaixada atingidos apresentaram, nos últimos meses, sintomas como perda de audição permanente, lesão cerebral leve, perda de equilíbrio, fortes dores de cabeça e inchaço do cérebro, segundo a Associação Americana de Serviço no Exterior.

O FBI (polícia federal americana) chegou a visitar casas dos diplomatas e funcionários da embaixada em Havana, mas não encontrou nenhuma prova. Cuba nega o envolvimento com os misteriosos ataques.

Serão retirados da ilha funcionários com funções "não essenciais" e suas famílias. A embaixada seguirá funcionando de forma limitada -e é possível que a emissão de vistos em Cuba seja suspensa.

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A decisão se dá três dias depois de o secretário de Estado americano, Rex Tillerson, se encontrar com o chanceler cubano, Bruno Eduardo Rodríguez Parrilla, em Washington. Segundo funcionários do Departamento de Estado, Parrilla não teria dado garantias suficientes sobre a segurança dos americanos que trabalham na embaixada em Havana.

Tillerson teria considerado fechar a embaixada, oficialmente reaberta em agosto de 2015 depois de 54 anos.

A decisão, no entanto, não foi tomada porque os EUA não têm certeza do real envolvimento do governo cubano nos ataques. Funcionários do governo consideram que um terceiro país, como a Rússia, poderia ser o responsável.

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Segundo o "New York Times", o fato de Cuba ter permitido que o FBI conduzisse sua investigação em Havana é considerado por Washington um indicador de que os próprios cubanos estavam perplexos.

Na terça-feira (26), a porta-voz do Departamento de Estado, Heather Nauert, disse que Tillerson e Parrilla tiveram uma conversa "firme e franca", nas qual o secretário americano expressou sua "profunda preocupação pela segurança do seu corpo diplomático".

Os possíveis ataques foram revelados em agosto, quando o governo americano anunciou que dois diplomatas cubanos foram expulsos dos EUA depois que "incidentes" causaram "vários sintomas físicos" a funcionários da embaixada americana em Havana.

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Os diplomatas estrangeiros afetados -que já deixaram a ilha- viviam em casas que são propriedade do governo cubano e mantidas por ele. Há a suspeita de que os ataques sônicos tenham sido realizados nas residências, já que seus familiares também apresentaram sintomas.

A embaixada dos EUA em Havana foi reaberta como parte do movimento de reaproximação entre os dois países acordado entre Castro e o então presidente Barack Obama.

Em 16 de junho -quando os dois diplomatas já tinham sido expulsos dos EUA, mas a informação ainda não era pública-, Trump foi a Miami anunciar que estava "cancelando" o acordo de aproximação feito por Obama.

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Na prática, contudo, o que o presidente fez foi restabelecer restrições para viagens de americanos a Cuba e determinar a proibição de transações comerciais entre empresas americanas e entidades militares cubanas.

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