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ATUALIZADA - 500 mil rohingyas fugiram para Bangladesh, diz ONU

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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - A ONU informou nesta quinta (27) que 501.800 refugiados da etnia rohingya fugiram de Mianmar para Bangladesh nos últimos 35 dias.

A pé ou em embarcações precárias, o mais de meio milhão de pessoas atravessou a fronteira tentando escapar da última onda de violência.

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O êxodo impressiona pelo número, que corresponde a pouco mais que a população de uma cidade como Niterói, no Rio de Janeiro.

Em comparação, no ano passado inteiro, a Europa recebeu 363.348 refugiados.

A ONU denunciou uma "limpeza étnica" da minoria muçulmana, que é perseguida no Mianmar, majoritariamente budista.

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Em 25 de agosto, rebeldes rohingyas atacaram cerca de 20 delegacias de polícia no Estado de Rakhine, no oeste do país, onde se concentram.

Desde então, o Exército birmanês tem conduzido o que chamou de "operações de limpeza" com o fim de deter "terroristas extremistas" e proteger a população civil.

Bangladesh, que já abrigava cerca de 400 mil refugiados rohingyas antes da onda de violência, vive uma crise humanitária na região de fronteira com o Mianmar.

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Sheikh Hasina, premiê bengalesa, pediu em seu discurso à Assembleia Geral da ONU que o governo birmanês garanta um "retorno sustentável" dos refugiados.

A líder de fato de Mianmar, Aung Suu Kyi, tem enfrentado críticas da comunidade internacional e cancelou sua ida à cúpula da ONU.

A embaixadora dos EUA na ONU, Nikki Haley, afirmou em uma reunião do Conselho de Segurança ontem que as ações das Forças Armadas birmaneses constituem uma campanha de limpeza étnica.

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Ela pediu que os países suspendam o fornecimento de armas a Mianmar até que o Exército adote medidas para se responsabilizar pelos atos cometidos.

Já o embaixador russo, Vassily Nebenzia, afirmou que a "pressão excessiva" contra Mianmar "poderia apenas agravar a situação no país e ao redor dele".

Segundo Nebenzia, a solução para a "prolongada e complicada crise" em Mianmar passa por um diálogo entre todas as nacionalidades e fés e pelo fim da violência por todos os lados do conflito.

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Hoje, o governo birmanês adiou a primeira visita prevista dos representantes da ONU ao norte do Estado de Rakhine, "devido ao mau tempo", segundo o porta-voz da ONU em Mianmar.

Vários vilarejos foram queimados e estima-se que milhares de rohingyas estejam escondidos nas matas, sem comida nem medicamentos. Cerca de 30 mil budistas e hindus também teriam fugido da violência.

Quinze rohingyas, entre eles crianças, morreram em um naufrágio no Golfo de Bengala, ao tentarem fugir para Bangladesh.

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Segundo testemunhas, o barco afundou não muito longe da costa.

Mohammad Sohel, que trabalha como vendedor na praia de Inani, próxima ao local do acidente, disse que "eles naufragaram diante dos nossos olhos".

Os rohingyas não têm direito à cidadania birmanesa e são vistos por muitos como imigrantes ilegais da vizinha Bangladesh, apesar de reivindicarem raízes na região.

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Como apátridas, eles não têm acesso a serviços básicos, como educação e saúde, e são proibidos de votar.

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