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Mudança trará equilíbrio à rede, diz secretário

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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - O secretário Municipal de Educação, Alexandre Schneider, diz que o objetivo da mudança é "dar equilíbrio à rede" e "ter professores nas áreas centrais e na periferia. Afirma ainda que a mudança afeta "funções, e não pessoas", porque o atual modo de distribuição de professores "existe há dez anos e nunca foi ocupado integralmente".

Segundo ele, não haverá alunos sem aula por falta de professor substituto em escolas, "a menos que aumente muito o absenteísmo, que é um dado que a gente não trabalha".

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Schneider, que também foi titular da Educação municipal durante a gestão de Gilberto Kassab, lembra que a atual gestão tem ampliado o número de docentes. "No fundo, nós não estamos reduzindo nada. Nós colocamos 9.000 professores a mais. A gente fez metade em oito meses do que a gestão anterior fez em quatro anos. Quem quer cortar não chama tanto professor", diz.

Após receber críticas por falta de diálogo com as entidades de classe, a prefeitura se reuniu com sindicatos nesta terça, voltou atrás e atenuou as mudanças na rede.

"O que você tinha [até a portaria publicada no sábado] era uma redistribuição dos cargos de professores substitutos. [Na nova mudança, ainda não publicada] muda em uma intensidade menor do que na portaria de sábado."

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Schneider admite que houve falha na comunicação com os professores antes de publicar as mudanças. "A secretaria poderia ter feito uma conversa prévia e não fez. Inclusive eu já reconheci. Não é uma questão de diálogo, mas é uma questão de fazer uma comunicação mais adequada", disse.

Ele afirma que haverá uma série de mudanças na rede escolar além da redistribuição de professores, dentre elas uma novo limite de 29 alunos na pré-escola e a criação de 900 turmas de ensino fundamental 2, com alunos do 6º ao 9º anos.

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