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EUA erram ao mostrar ao mundo que não são confiáveis, diz chanceler do Irã

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SILAS MARTÍ

NOVA YORK, EUA (FOLHAPRESS) - "Virou moda em Washington culpar o Irã por tudo." Na sequência de uma troca de farpas entre Donald Trump e o presidente do Irã, Hasan Rowhani, na semana passada, o chefe da diplomacia de Teerã comentou as divergências dos países sobre o acordo nuclear, num debate na Asia Society, em Nova York.

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"Não sou apaixonado pelo acordo. O acordo é baseado na desconfiança. Nenhuma parte dele tem a ver com confiança. Nós não confiamos nos Estados Unidos e os Estados Unidos não confiam no Irã", disse Mohammad Javad Zarif a um auditório lotado.

"Acredito que os Estados Unidos cometem um erro estratégico ao mandar a mensagem para o mundo de que não são confiáveis como negociadores. Em qualquer acordo, é necessário fazer concessões. Nenhum acordo será bem sucedido se você põe essas concessões no bolso e exige mais concessões."

Zarif, no caso, reage aos comentários de Trump em seu discurso na Assembleia-Geral das Nações Unidas, onde o presidente americano defendeu anular a medida que relaxa sanções comerciais em troca de restrições ao programa nuclear iraniano, dizendo que o acordo era "vergonhoso" para Washington.

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"Os Estados Unidos devem provar que são confiáveis", repetiu Zarif. "O acordo já está pronto, e os Estados Unidos podem pegar ou largar."

Negociada dentro do Conselho de Segurança da ONU, a medida pode ser abandonada pelos Estados Unidos em outubro, caso Trump decida que o Irã não está cumprindo sua parte. Nesse caso, o Congresso pode voltar a impor sanções a Teerã em 60 dias.

O chanceler também atacou o decreto anti-imigração recém-reformulado por Trump, que barra a entrada de cidadãos do Irã nos Estados Unidos. "Iranianos são barrados aqui, mas não são barrados os cidadãos dos países que explodiram os Estados Unidos", disse Zarif, em alusão ao 11 de Setembro.

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"Essa administração deixa muitas dúvidas", provocou o chanceler iraniano. "Trump gosta de pensar que o Irã é uma ditadura quando todos os aliados dos Estados Unidos nunca viram uma urna."

"O que importa é que extraímos nossa legitimidade e poder do nosso povo, ao contrário dos aliados dos americanos na região. Não extraímos nossa legitimidade dos belos equipamentos militares que ganhamos dos Estados Unidos", acrescentou.

Zarif insistiu ainda em afirmar a importância estratégica do Irã na região, exigindo mais reconhecimento americano e criticando a retórica adotada pela Casa Branca.

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"Nossa região não precisa de mensagens estilo machão", afirmou Zarif. "Essa região precisa de diálogo. Pensamos que o Iêmen e a Síria precisam de uma solução política, não militar. Questões na nossa região precisam de diálogo, não de caças."

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