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Câmara de SP aprova reajuste de 3,71% para profissionais de educação

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GUILHERME SETO

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - A Câmara Municipal aprovou nesta quarta-feira (27) um reajuste de 3,71% no salário dos professores e de outros profissionais de educação ativos e aposentados da rede municipal de ensino. O valor é retroativo ao mês de maio e será dividido em duas parcelas, a serem pagas em janeiro e em novembro de 2019. Após os pagamentos desses abonos, os valores serão incorporados aos salários.

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O projeto foi aprovado em votação simbólica, ou seja, todos os 46 vereadores presentes manifestaram-se favoravelmente. Com a aprovação em segunda votação no Legislativo, o projeto segue para a sanção do prefeito João Doria (PSDB).

O aumento foi acertado em maio, data-base da categoria, em negociação entre sindicato da categoria e a Prefeitura de São Paulo. Entre março e abril, os professores ficaram 17 dias de greve e organizaram seguidos protestos contra a reforma da Previdência e com a demanda do reajuste da categoria. No final de 2016, Doria chegou a declarar que os servidores públicos não teriam reajuste em 2017. Pressionado, ele mudou o discurso e passou a admitir a possibilidade de conceder reajustes.

Atualmente, o piso dos professores é de R$ 3.550, que passaria para R$ 3.681 com o reajuste.

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Antecessor de Doria, Fernando Haddad (PT) teve relação tensa com a categoria. Os professores ficaram 43 dias em greve em 2014 depois que o então prefeito se opôs a reajustes previstos. Naquele ano, após novas paralisações, o petista concedeu 7,57% de aumento no piso salarial (que subiu de R$ 3.300 para R$ 3.550) e se comprometeu com um novo reajuste nos anos seguintes -que, somados aos anteriores, somarão 29,65% até 2018.

O vereador Cláudio Fonseca (PPS), presidente de um dos principais sindicatos da categoria, comemorou a aprovação do projeto do Executivo.

"A expectativa para a sanção do prefeito é imensa. A aprovação na Câmara era esperada e positiva. Em um momento de dificuldades econômicas pelo qual passamos, no qual profissionais de educação de outros Estados não conseguem reajustes ou nem recebem seus salários, conseguimos um valor que é pelo menos igual à inflação", disse.

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O projeto deverá ter impacto imediato sobre os profissionais que ganham abaixo do piso de sua categoria, que, caso o prefeito sancione o projeto ainda em outubro, terão seus salários reajustados para o piso em novembro.Eles também receberão um complemento referente à diferença entre seus salários e o piso desde maio.

Segundo Fonseca, cerca de 106 mil profissionais de educação serão beneficiados pelo reajuste, caso sancionado por Doria.

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