Leia a última edição Siga no Whatsapp
--°C | Apucarana
Euro
--
Dólar
--

Geral

publicidade
GERAL

Polícia catalã se recusa a impedir referendo sobre independência

Compartilhar no Facebook Compartilhar no Twitter Compartilhar no WhatsApp Compartilhar no Telegram
Siga-nos Seguir no Google News
Grupos do WhatsApp

Receba notícias no seu Whatsapp Participe dos grupos do TNOnline

DIOGO BERCITO

MADRI, ESPANHA (FOLHAPRESS) - Enquanto se aproxima o domingo (1º), data do controverso referendo pela independência catalã, as disputas políticas têm emaranhado as instituições do país, opondo inclusive as diferentes forças policiais entre si.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
Associe sua marca ao jornalismo sério e de credibilidade, anuncie no TNOnline.

A Catalunha, uma região espanhola já parcialmente independente, quer separar-se de completo da Espanha. O governo central em Madri, porém, diz que o referendo é ilegal e planeja impedi-lo.

Essas posições irreconciliáveis significam que diversos órgãos estão em embate.

A desavença mais recente ocorreu entre o Ministério Público catalão -um corpo independente, mas alinhado ao governo central- e a polícia autônoma catalã, chamada de Mossos d'Esquadra.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

O Ministério Público ordenou na terça-feira que os Mossos cerquem os colégios eleitorais e impeçam o voto. A polícia catalã, no entanto, respondeu negativamente nesta quarta-feira (27).

Pere Soler, diretor dos Mossos, escreveu em sua conta oficial na rede social Twitter: "Que ninguém se equivoque. A principal missão é garantir direitos, e não impedir o seu exercício".

O conselheiro catalão de Interior, Joaquim Forn, espécie de ministro regional, também desafiou as ordens do Ministério Público -conhecido na Espanha como Fiscalía- e afirmou que os Mossos vão permitir o referendo deste domingo (1º).

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

A situação se complica porque Madri enviou centenas de membros da Polícia Nacional para a Catalunha para garantir a ordem durante o domingo, em que é previsto algum grau de confronto entre independentistas e as forças de segurança.

Também foram deslocadas tropas da Guarda Civil, espécie de polícia com atribuições militares ligada aos ministérios de Interior e Defesa.

Diante desse cenário, o conselheiro Forn disse na quarta que "a Polícia Nacional e a Guarda Civil vêm à Catalunha alterar a ordem".

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

O governo catalão diz não poder estimar o número de policiais enviados por Madri, movimento que descreve como "em massa", por não ter sido informado oficialmente.

O envio de policiais à Catalunha causou bastante incômodo nesta semana, com celebrações organizadas em diferentes regiões da Espanha para celebrar seu deslocamento. Cidadãos aparecem, em vídeos, gritando "a por ellos!" aos policiais -algo como "peguem eles".

"As imagens são inacreditáveis", afirmou o conselheiro Forn. "É como se fossem a uma guerra ou colonizar, e ninguém lhes desautorizou".

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

HISTÓRICO

O movimento pela independência da Catalunha é antigo, com influência das ideologias nacionalistas do século 19. Mas esse projeto ganhou força nos últimos anos com a formação de um governo regional em 2015 de partidos pró-independência.

O argumento é tradicionalmente cultural. Catalães têm, afinal, sua própria história e língua, em paralelo à sua identidade espanhola.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Mas ativistas passaram a insistir, recentemente, em razões econômicas: a Catalunha contribui com 20% do PIB espanhol, mas se ressente de não receber um repasse proporcional. Há a sensação de que, independente, essa região poderá ter um melhor desempenho econômico.

O referendo deste domingo é ilegal, no sentido de que contraria a lei espanhola, inclusive uma decisão clara do Tribunal Constitucional.

Mas o Parlamento catalão planeja declarar depois de 48 horas do voto sua independência de maneira unilateral. Se o gesto for de fato feito, a situação pode escalar de maneira considerável, com o governo central em Madri revogando a autonomia catalã e tomando o controle.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Analistas preveem que nesse cenário o presidente catalão, Carles Puigdemont, será detido na semana que vem, agravando o cenário.

Gostou da matéria? Compartilhe!

Compartilhar no Facebook Compartilhar no Twitter Compartilhar no WhatsApp Compartilhar no Email

Últimas em Geral

publicidade

Mais lidas no TNOnline

publicidade

Últimas do TNOnline

TNOnline TV