Leia a última edição Siga no Whatsapp
--°C | Apucarana
Euro
--
Dólar
--

Geral

publicidade
GERAL

ATUALIZADA - Merkel conquista quarto mandato de chanceler, mostra boca de urna

Compartilhar no Facebook Compartilhar no Twitter Compartilhar no WhatsApp Compartilhar no Telegram
Siga-nos Seguir no Google News
Grupos do WhatsApp

Receba notícias no seu Whatsapp Participe dos grupos do TNOnline

DIOGO BERCITO E CAROLINA VILA-NOVA, ENVIADOS ESPECIAIS

BERLIM, ALEMANHA (FOLHAPRESS) - O partido da chanceler alemã, Angela Merkel, teve uma vitória agridoce nas eleições de domingo (24), marcadas pela ascensão da extrema direita, segundo as projeções de resultados.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
Associe sua marca ao jornalismo sério e de credibilidade, anuncie no TNOnline.

A CDU (União Democrata-Cristã) recebeu 33,2% dos votos, cerca de oito pontos abaixo do obtido nas últimas eleições, de acordo com a projeção feita pela Forschungsgruppe Wahlen para o canal ZDF.

Seu rival, o SPD (Partido Social-Democrata) de Martin Schulz, registrou 20,8%, percentual que, se confirmado, será seu pior resultado na história. Ambos governam atualmente em coalizão.

"Não há nada bonito para falar. O resultado é uma decepção amarga para nós", disse o líder da CDU, Horst Seehofer.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

"Naturalmente, esperávamos um resultado melhor", afirmou Merkel na festa da vitória na sede do partido, em Berlim. "Mas temos a tarefa de formar um governo e contra nós nenhum governo pode ser formado."

A novidade do pleito foi a ascensão da sigla de direita populista AfD (Alternativa para a Alemanha), que teve 13,2% dos votos e entrará no Parlamento -a primeira vez em que a extrema-direita chega à Casa desde o fim da Segunda Guerra em 1945.

O oposicionista FDP (Partido Democrático Liberal) foi outro vencedor do pleito. Após não entrar no Parlamento na eleição passada por não ultrapassar a cláusula de barreira de 5% dos votos, a legenda obteve dessa vez 10,1%.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

A Esquerda, por sua vez, levou 8,9%, e os Verdes, 9,3%.

Como líder do partido com mais votos, Merkel deverá formar o próximo governo e manter o cargo de chanceler em um quarto mandato consecutivo. Com isso, pode completar 16 anos no poder e se igualar, assim, ao ex-chanceler Helmut Kohl.

Merkel se manterá, portanto, no cargo de uma das mulheres mais poderosas do mundo -a Alemanha é a maior economia da União Europeia, com PIB estimado em US$ 3,4 trilhões neste ano.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Ela acumulará ainda a fama informal de líder do mundo livre, em um cenário internacional marcado pela ausência de referentes morais desde o fim do governo de Barack Obama nos EUA.

GOVERNO

Após o anúncio dos primeiros resultados, Schulz anunciou que lideraria o SPD na oposição -ou seja, o partido deixa a coalizão com a CDU no novo governo.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Merkel terá de escolher, agora, quem serão seus novos parceiros.

A única alternativa viável parece ser uma aliança entre CDU, FDP e os Verdes. O trio somaria cerca de 52,6% dos votos, segundo a projeção do ZDF.

"Não somos automaticamente parceiro de coalizão apenas porque o SPD saiu de cena", disse, porém, o vice-líder Wolfgang Kubicki, do FDP.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

A AfD comemorou os resultados, criticando a "arrogância" do SPD, que horas antes havia dito que o partido "de racistas não pertencia ao Parlamento".

"A arrogância do SPD será vingada amargamente. Vivam com isso, companheiros: a partir de hoje, a onda esquerdista acabou", escreveu em rede social Frauke Petry, uma das expoentes do partido.

A meta do partido, segundo ela, será trabalhar para uma "mudança de governo" em 2021.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

O crescimento do populismo na União Europeia é o grande tema político destes dois últimos anos, como mostrou em junho de 2016 o voto britânico para deixar o bloco econômico, processo conhecido como "brexit".

Na França, o desafio veio da sigla de direita nacionalista Frente Nacional, de Marine Le Pen, que teve 34% dos votos no segundo turno em 7 de maio, sendo derrotada pelo centrista Emmanuel Macron, hoje o presidente.

Macron e Merkel têm fortalecido o eixo entre Paris e Berlim para possivelmente reformar a União Europeia e lidar com a insatisfação que resulta no voto populista.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Por essa razão, "a questão central destas eleições é o futuro da Europa", diz à Folha Markus Kaim, analista do SWP (Instituto Alemão para Assuntos Internacionais e de Segurança). Merkel representa, para parte do eleitorado, um voto por mais integração regional e mais estabilidade.

Gostou da matéria? Compartilhe!

Compartilhar no Facebook Compartilhar no Twitter Compartilhar no WhatsApp Compartilhar no Email

Últimas em Geral

publicidade

Mais lidas no TNOnline

publicidade

Últimas do TNOnline

TNOnline TV