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Brasil não pode mediar diálogo na Venezuela por ter lado, diz Aloysio

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ISABEL FLECK, ENVIADA ESPECIAL

NOVA YORK, EUA (FOLHAPRESS) - O chanceler brasileiro, Aloysio Nunes, disse, nesta quinta (21) que o Brasil não poderia ser mediador no diálogo entre governo e oposição venezuelanos, que vem sendo negociado sob liderança da República Dominicana, por "ter um lado muito definido".

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"O Brasil não pode ser mediador, nós temos um lado muito definido", disse Aloysio aos jornalistas em Nova York, onde se encontrou com os outros ministros dos países do chamado Grupo de Lima na última quarta.

Na última semana, o presidente dominicano, Danilo Medina, anunciou que quatro países ?Bolívia e Nicarágua, mais próximos ao governo de Nicolás Maduro, e México e Chile, mais próximos à oposição? integrarão uma comissão para dar seguimento às conversas, que devem ser retomadas no dia 27 de setembro.

O Brasil tem preferido limitar sua atuação ao Mercosul e ao grupo de Lima, formado por 12 países, que, em agosto, concordaram em não aceitar decisões tomadas pela Assembleia Constituinte convocada por Maduro.

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Segundo Aloysio, na reunião dos chanceleres do grupo nesta quarta, em Nova York, foram discutidos dois pontos novos, que ainda não tinham ocorrido em agosto: a retomada do diálogo mediado pela República Dominicana e o início de um processo eleitoral na Venezuela com eleições regionais marcadas para 15 de outubro.

O grupo emitirá um novo comunicado ?que, segundo Aloysio, será bastante semelhante ao primeiro nesta sexta ou no sábado.

RÚSSIA

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Segundo Aloysio, a crise na Venezuela também foi tema de discussão durante reunião com o chanceler russo, Sergei Lavrov às margens da Assembleia Geral da ONU em Nova York.

"Ele pediu nossa opinião [sobre a situação no país] e disse que houve uma ruptura democrática e que nossa posição continua ser a de favorecer uma solução pacífica, dialogada, tendo como interlocutores os próprios venezuelanos", afirmou o ministro.

Aloysio teve ainda encontros com suas contrapartes do Japão, da Índia, da Indonésia, da Lituânia, da Ucrânia e participou das reuniões dos ministros dos Brics (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul) e do Ibas (Índia, Brasil e África do Sul).

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Nesta sexta, ele se reúne com os chanceleres do Irã, Mohammad Javad Zarif, e da Coreia do Sul, Kang Kyung-wha.

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