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ATUALIZADA - Com categoria 4, furacão Maria continua forte e chega a Porto Rico

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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Segundo furacão a atingir o mar do Caribe na temporada deste ano, o Maria tocou o solo em Porto Rico na manhã desta quarta-feira (20) com ventos máximos de 250 km/h, segundo o NHC (Centro Nacional de Furacões dos EUA).

Na manhã desta quarta, o fenômeno estava a 55 quilômetros ao sudeste da capital porto-riquenha San Juan e avançava em direção à República Dominicana com velocidade média de 17 km/h.

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Mais cedo, o furacão foi rebaixado à categoria 4, a segunda maior na escala de Saffir-Simpson. Ainda quando estava na categoria 5, a máxima, o Maria devastou as ilhas de Guadalupe e Dominica na terça (19).

Em Porto Rico, aproximadamente 3,5 milhões de moradores formaram filas nesta semana para comprar produtos de primeira necessidade e proteger suas casas e negócios.

Cerca de 500 abrigos com capacidade para 67 mil pessoas foram abertos para proteger cidadãos do furacão que "pode ser o pior do [último] século em Porto Rico", segundo o governador da ilha, Ricardo Rossello Nevares.

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"Confesso que tenho medo. Estou preocupada porque é a primeira vez que vou ver um furacão dessa intensidade", disse à agência de notícias "France Presse" a professora Noemi Aviles Rivera, 47, que sobreviveu a dois deles: Hugo, em 1989, e Georges, em 1998.

Recentemente, Porto Rico enfrentou o furacão Irma. Pelo menos 50 mil casas continuam sem energia elétrica na ilha desde a passagem do fenômeno.

DANOS NO CARIBE

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Após a passagem do furacão Maria, autoridades de Guadalupe confirmaram a morte de uma pessoa, mas o nome da vítima não foi divulgado. Pelo menos outras duas pessoas estão desaparecidas e cerca de 40% da população (o equivalente a 80 mil casas) está sem energia.

Outras 70 mil casas estão sem luz na ilha de Martinica, também território francês no Caribe.

O primeiro-ministro de Dominica, Roosevelt Skerrit, um dos afetados pelo fenômeno, afirmou nesta terça que os moradores da ilha perderam "tudo o que o dinheiro pode comprar e substituir".

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Sua casa foi destelhada pela tempestade e ele teve de ser resgatado pelos bombeiros.

Skerrit escreveu em uma rede social que "o vento levou o telhado das casas de quase todas as pessoas com as quais eu conversei ou fiz contato". Ele também afirmou que o dano era "devastador [...], de fato incompreensível" e pediu "ajuda de todo tipo".

Jacques Witkowski, diretor-geral de segurança civil da França, disse que em Martinica, operações de reconhecimento ainda estavam em curso, "mas já podemos atestar que não há danos significativos".

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No início do mês, 68 pessoas morreram com a passagem do furacão Irma, sendo 36 em ilhas do Caribe e 32 no território continental dos Estados Unidos, cujo Estado mais atingido foi a Flórida.

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