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Segurança e aliança militar viram temas da agenda eleitoral alemã

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DIOGO BERCITO, ENVIADO ESPECIAL

BERLIM, ALEMANHA (FOLHAPRESS) - Com a sensação de que o mundo é um lugar mais perigoso e instável desde as últimas eleições, em 2013, alemães incluíram a segurança entre suas prioridades para a votação do domingo (24).

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Eles se preocupam com os atentados que deixaram dezenas de mortos em cidades europeias, incluindo o ataque que matou 12 em Berlim em dezembro passado.

Mas o terrorismo é apenas uma das facetas do medo, mesclada aos temores sobre o crescimento da interferência russa no Leste Europeu e sobre a crise migratória.

Partidos radicais, como a sigla de direita nacionalista AfD (Alternativa para a Alemanha), se aproveitam da inquietação, com propostas como instituir o serviço militar obrigatório e criar grupos paramilitares regionais.

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"Eles instrumentalizam o debate", diz à Folha Stefan Brüne, especialista em segurança no Conselho Alemão de Relações Exteriores.

O AfD culpa a entrada de quase um milhão de refugiados em 2015 pela sensação de insegurança, e apela para símbolos nacionais na hora de construir o seu discurso.

O partido pode entrar pela primeira vez no Parlamento alemão. Sondagem recente do YouGov prevê 11% de votos a eles, disputando o terceiro posto. O partido A Esquerda tem a mesma porcentagem.

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O primeiro lugar permanece com a chanceler Angela Merkel, da CDU (União Democrata-Cristã), que tem 36% dos votos. O SPD (Partido Social-Democrata) tem 22%, segundo a pesquisa.

O levantamento foi feito de 15 a 18 de setembro com 2.042 pessoas. Não há detalhes da margem de erro.

ALIANÇA MILITAR

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Apesar da importância dada à segurança, diversas das questões são técnicas e confundem eleitores, diz Brüne, como uma reforma da polícia, hoje dividida entre forças nacionais e regionais.

O fato de que a polícia é descentralizada dificulta o compartilhamento de informações de segurança e é apontado pela oposição como fonte de vulnerabilidade.

Brüne discorda, porém, e diz que o atual discurso sobre a segurança é simbólico. "Não acho que seja necessário mudarmos o sistema, que apresenta bons resultados."

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Outro tema bastante simbólico, e com repercussões externas, são os gastos em defesa. Há anos se discute incrementar esses investimentos na Alemanha e no restante da Europa, mas a eleição de Donald Trump nos EUA deu mais urgência a essa questão.

Trump quer que os demais membros da Otan, a aliança militar ocidental, contribuam com ao menos 2% do PIB (Produto Interno Bruto). A Alemanha pôs apenas 1,2% de seu PIB em 2016.

"Há razões históricas para o baixo investimento, diz Brüne. Havia um enorme orçamento militar durante a Guerra Fria, mas tem caído desde a reunificação alemã em 1990", diz. "Não existe mais uma ameaça urgente, e políticos hesitam em aumentar os gastos, enquanto há outras preocupações sociais."

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Os gastos em defesa apareceram nas campanhas. Martin Schulz, do SPD, se posicionou contra o que diz ser uma militarização da política europeia. O SPD está na coalizão do governo.

Merkel, que já é dada como vencedora, também não quer aumentar os gastos de defesa --no entanto, evita se posicionar publicamente.

"Ela já se enxerga na Chancelaria, e não quer dizer na campanha o que não vai cumprir", afirma Josef Janning, do Conselho Europeu para Relações Exteriores.

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Complicando o cenário, algumas das propostas para incrementar a segurança esbarram na forte resistência do público. Com o histórico nazista, a população costuma recusar os aumentos na vigilância, por exemplo.

"Nós precisamos ser capazes de detectar atividades terroristas, mas isso interfere na filosofia de proteção de dados", afirma Janning.

Depois do atentado a um mercado natalino em Berlim em dezembro de 2016, o país aprovou um maior uso de câmeras nas ruas. Mas a tolerância depende da percepção do risco. Não é garantida.

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"Isso cria um dilema para os políticos", diz Janning, "porque eles sabem que as pessoas têm outra perspectiva sobre sua privacidade quando não estão preocupadas com o terrorismo".

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