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Após Trump citar 'destruição', Temer defende diplomacia para Pyongyang

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ISABEL FLECK, ENVIADA ESPECIAL

NOVA YORK, EUA (FOLHAPRESS) - Poucas horas depois do discurso de Donald Trump na ONU, o presidente Michel Temer evitou criticar a polêmica declaração do americano de que os EUA podem ter que fazer a escolha de "destruir totalmente" a Coreia do Norte.

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"A posição do Brasil é sempre uma posição de conversas, de diplomacia, de soluções diplomáticas", disse Temer, ao ser questionado por jornalistas sobre a fala do presidente americano.

"Evidentemente que sendo uma posição de solução diplomática, nós não podemos também nos manifestar em relação a quem se manifesta aqui nos Estados Unidos", completou, ao chegar para um almoço na residência do embaixador brasileiro na ONU, Mauro Vieira.

Em seu discurso, Trump afirmou que "se os EUA forem forçados a defender a si mesmos ou a seus aliados, não terão outra escolha a não ser destruir totalmente a Coreia do Norte".

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Temer havia, em seu discurso antes da fala de Trump, criticado o "nacionalismo exacerbado" de alguns países. Questionado se o recado havia sido dirigido ao colega americano, com quem jantou na segunda (18), Temer disse ter sido uma mensagem contra "todo e qualquer nacionalismo".

"Toda e qualquer exacerbação é desagradável, é condenável. E foi isso o que eu condenei, o nacionalismo é um deles", disse.

Após seu discurso, Temer se reuniu com o presidente da Autoridade Palestina, Mahmoud Abbas, e com o presidente do Egito, Abdel Fattah al-Sisi. Sobre as conversas, Temer se limitou a dizer que os dois governos "querem fazer comércio com o Brasil". À tarde, ele se reúne com o primeiro-ministro de Israel, Binyamin Netanyahu, e, na quarta (20), com o presidente do Irã, Hasan Rowhani.

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