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Parceria dobra cirurgias de lábio em crianças no interior paulista

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CLAUDIA COLLUCCI

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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Foi durante o parto que a família da pequena Cibelle Gomes Dias descobriu que ela tinha fissura labiopalatina, má-formação do lábio superior que pode atingir o céu da boca, deixando um buraco.

"Foi um choque. O pior foi não conseguir amamentá-la. Ela tentava sugar o peito, mas não conseguia, chorava muito. As enfermeiras mandavam eu insistir e eu me sentia muito culpada. Ninguém me explicou sobre o problema", diz a mãe, Ana Paula Gomes, de Mauá, na Grande São Paulo.

A família passou por vários médicos do plano de saúde até ser orientada a procurar um serviço público, o Hospital de Reabilitação de Anomalias Craniofaciais da USP, o Centrinho de Bauru.

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Em julho último, a menina, agora já com 2 anos e 8 meses, passou por cirurgia de reparação do palato. "A recuperação está sendo ótima. Agora ela faz sessões de fonoaudiologia para a fala", conta a mãe.

O problema, sem tratamento, afeta ainda a nutrição e a respiração. Com diagnóstico precoce, uma cirurgia de 45 minutos e cuidados médicos adequados, a criança é capaz de uma vida sem limitações.

Cibelle é uma das crianças beneficiadas por uma parceria entre o Centrinho de Bauru e a Smile Train (organização internacional sem fins lucrativos) que possibilita R$ 75 mil mensais de recursos extras à instituição.

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Com o convênio, o hospital vai quase dobrar o número de cirurgias mensais --de 60 para 100. A ONG doará US$ 250 ao Centrinho a cada cirurgia.

Segundo Maria Aparecida Machado, superintendente do hospital e diretora da Faculdade de Odontologia de Bauru (FOB-USP), a situação do hospital piorou muito a partir de 2015. Cerca de cem funcionários deixaram a instituição em programas de demissão voluntária da USP, aposentadorias e mortes. Com a saída de quatro dos dez anestesiologistas, houve diminuição das cirurgias, o que gerou uma fila de espera de cem crianças.

São feitas no hospital um total de 150 cirurgias craniofaciais, otorrinolaringológicas, odontológicas, de implante coclear, entre outras.

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Com a parceria, o hospital quer zerar a fila de espera e normalizar a rotina de casos novos, nas idades adequadas para cirurgia --três meses para reparação do lábio e aos 12 meses para a do palato.

"Essa ajuda vai contribuir também para envolver os profissionais do hospital em projetos que desenvolvemos no Brasil e no mundo", diz Mariane Goes, diretora da Smile Train na América do Sul.

A organização tem 35 centros parceiros fixos em 20 Estados especializados em tratamento de pessoas com fissura labiopalatina. Também atua treinando médicos para que esses centros parceiros tenham atuação independente.

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