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ATUALIZADA - Temer diz que há 'consenso absoluto' contra intervenção na Venezuela

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ISABEL FLECK E SILAS MARTÍ

NOVA YORK, EUA (FOLHAPRESS) - O presidente Michel Temer disse, após jantar nesta segunda (18) com os presidentes Donald Trump (EUA), Juan Manuel Santos (Colômbia) e Juan Carlos Varela (Panamá) e a vice-presidente da Argentina, Gabriela Michetti, em Nova York, que houve "consenso absoluto" entre os presentes contra qualquer tipo de intervenção externa na Venezuela.

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"As pessoas querem que lá se estabeleça a democracia, não querem uma intervenção externa, naturalmente, mas querem manifestações que se ampliem dos países que aqui estão para os países da América Latina e os países caribenhos, de maneira a pressionar por uma solução democrática na Venezuela", disse Temer a jornalistas.

A declaração contrasta com a manifestação feita por Trump no início do encontro, em que ele afirmou que os EUA estão dispostos a "adotar ações adicionais" contra o governo venezuelano.

"Os EUA estão tomando passos importantes para responsabilizar o regime [de Nicolás Maduro]. Estamos prontos para adotar ações adicionais se o governo da Venezuela persistir no caminho autoritário contra o povo da Venezuela", disse Trump.

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Em agosto, o presidente americano havia dito que não descartava uma "opção militar" contra o governo Maduro.

Segundo Temer, os cinco governos presentes concordaram sobre a importância de discutir a crise venezuelana pelos aspectos humanitário e político.

Os representantes de Brasil e Colômbia teriam relatado os problemas dos refugiados venezuelanos em seus países.

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"A questão política é uma questão que cabe ao povo venezuelano. Mas, evidentemente, na opinião de todos os participantes do jantar, é preciso que logo haja uma solução democrática na Venezuela", afirmou. "Todos querem continuar a pressão para resolver, mas é uma pressão diplomática."

De acordo com o presidente, os presentes "não discutiram exatamente" o estabelecimento de sanções.

"Falou-se em sanções, mas as sanções são verbais, são palavras democráticas, são palavras diplomáticas, tal como aconteceu com a reunião de Lima

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Como esperado, não houve espaço para discussão de questões bilaterais durante o jantar de uma hora e meia.

PROTESTOS

No momento em que Temer chegou ao luxuoso Lotte New York Palace Hotel, onde se encontraria com Trump, um grupo de menos de dez pessoas gritava "fora, Temer".

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Outro grupo segurava uma faixa dizendo que Trump e Temer destroem a democracia.

Policiais que vigiam o QG do governo americano às margens da Assembleia-Geral, no entanto, impediam que os grupos ficassem ali e forçavam todos a passar para o outro lado da avenida Madison. O flash mob anti-Temer se dispersou em minutos.

Mais cedo, o chanceler brasileiro, Aloysio Nunes, havia se encontrado com o subsecretário de Estado para Assuntos Políticos e ex-embaixador dos EUA no Brasil, Thomas Shannon.

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"Concordamos que é importante continuar a pressão internacional [sobre a Venezuela] para que isso possa ter algum efeito e levar a Venezuela a uma mudança política", disse o ministro brasileiro após a reunião.

Segundo Aloysio, os dois também fizeram um "balanço rápido" do andamento de dez pontos da agenda bilateral que o ministro brasileiro e Tillerson concordaram em acelerar durante encontro em junho. "As coisas estão avançando", disse o chanceler.

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