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ATUALIZADA - Crise com oposição fujimorista faz com que presidente do Peru cancele viagem a NY

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SYLVIA COLOMBO

BUENOS AIRES, ARGENTINA (FOLHAPRESS) - Um dos convidados para o encontro de líderes latino-americanos com Donald Trump, o presidente do Peru, Pedro Pablo Kuczynski, foi obrigado a cancelar a viagem à Assembleia Geral da ONU devido a uma crise política com o Congresso do país.

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Dominada por aliados da família Fujimori, que se opõem ao mandatário, a Casa retirou o voto de confiança do primeiro-ministro (chefe de gabinete), Fernando Zavala, na sexta (15). Dias antes, os legisladores derrubaram outros cinco ministros.

Os substitutos foram nomeados por Kuczynski no domingo (17). A nova primeira-ministra é Mercedes Araóz, que participou da última gestão de Alan García (2006-2011) e é conhecida pela habilidade de dialogar com distintos grupos políticos.

Também assumiram no domingo os novos ministros de Educação, Justiça, Economia, Saúde e Habitação --três deles próximos ao fujimorismo.

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Desde a posse, em julho de 2016, o presidente tem dificuldades para aprovar medidas no Parlamento, além do impedimento de indicar nomes para diferentes postos.

Seu partido, o Peruanos pela Mudança, tem 18 das 130 cadeiras, enquanto a fujimorista Força Popular possui 71.

O caso mais ruidoso foi o da saída da titular de Educação, Marilú Martens, considerada pelos opositores uma defensora da "ideologia de gênero" por permitir a distribuição de panfletos sobre a diversidade sexual.

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Em seu lugar, assume Idel Vexler, um dos criadores da campanha "Com meus filhos não se meta", que prega a retirada da discussão sobre gênero do currículo escolar.

O novo titular de Justiça, Enrique Mendoza, homem de confiança da Força Popular, é favorável ao indulto ao ex-líder Alberto Fujimori, que cumpre pena de 25 anos de prisão por crimes de direitos humanos e corrupção. Com isso, os aliados de Fujimori se veem mais fortes para pressionar Kuczynski a libertá-lo.

A nova ministra de Economia já era a segunda da pasta. O fujimorismo pediu a saída do antecessor, Alfredo Thorne, por considerar o desempenho da economia ruim --a previsão de crescimento para este ano é de 3% do PIB.

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Kuczynski tenta desde abril dialogar com a oposição e chegou a receber a líder da Força Popular, Keiko Fujimori, mas a pressão continua.

A Constituição do Peru permite que o presidente reverta a derrubada de ministros e até chame novas eleições se considerar que a governabilidade do país está em risco.

Assessores pedem que ele considere essa alternativa, mas Kuczynski tem evitado o choque com seus adversários.

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