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ATUALIZADA - Rocinha, no Rio, tem dia marcado por troca de tiros

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NICOLA PAMPLONA

RIO DE JANEIRO, RJ (FOLHAPRESS) - A favela da Rocinha, na zona sul do Rio, amanheceu neste domingo (17) sob intenso tiroteio, provocado por uma guerra entre traficantes de uma mesma facção.

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A Delegacia de Homicídios confirmou ao menos um morto nesse confronto. Segundo a polícia, ele tinha passagens pela polícia por tentativa de homicídio e tráfico de drogas.

Nas redes sociais, moradores relatam que há outros corpos dentro da comunidade. Um vídeo mostra um deles, supostamente de um traficante, todo carbonizado.

A Secretaria Municipal de Saúde diz que uma unidade de atendimento local recebeu três feridos, que foram transferidos ao Hospital Miguel Couto. Dois foram liberados e um ficou em observação.

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Os tiros começaram na madrugada e levaram a polícia a pedir à população para evitar a região, que fica no trajeto entre a zona sul e a Barra da Tijuca, onde está sendo realizado o Rock in Rio. O Metrô Rio chegou a fechar duas entradas da estação São Conrado, que fica em frente à favela.

Os criminosos também atacaram uma unidade da UPP (Unidade de Polícia Pacificadora) na Via Ápia, um dos principais acessos à comunidade. A Rocinha é controlada por traficantes da facção ADA (Amigos dos Amigos), que estariam brigando entre si pelo comando da venda de drogas.

No fim de agosto, o governo do Rio decidiu reduzir em 30% o efetivo das UPPs, movimento que foi considerado como um recuo no programa implantado em 2008 para tentar retomar áreas dominadas pelo tráfico de drogas.

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Na sexta, uma outra guerra de facções deixou pelo menos cinco mortos no morro do Juramento, na zona norte.

Também no Rio, um miliciano foi morto após ter filmado a invasão de uma comunidade na zona oeste da cidade. O vídeo gravado por ele se espalhou pelas redes sociais, o que teria irritado os chefes da milícia.

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