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Jessica Chastain e Helena Bonham Carter aquecem corrida para o Oscar

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GUILHERME GENESTRETI

TORONTO, CANADÁ (FOLHAPRESS) - Se a edição deste ano do Festival de Toronto se provar mesmo uma vitrine para o Oscar do ano que vem, a categoria de melhor atriz estará repleta de anti-heroínas. Margot Robbie tem colhido elogios por sua performance como a controversa patinadora Tonya Harding em "I, Tonya", e Frances McDormand por sua mãe justiceira em "Thee Billboards Outisde Ebbing, Missouri".

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A atriz Jessica Chastain também pode se somar ao grupo por seu papel como Molly Bloom, ex-esquiadora que se tornou gerenciadora de um esquema clandestino de apostadores de pôquer. No grupo de jogadores milionários estavam operadores do mercado financeiros, atores hollywoodianos e integrantes da máfia russa.

A história, verdadeira, inspira "Molly's Game", exibido na mostra canadense. O filme marca a estreia na direção de Aaron Sorkin, um dos roteiristas mais badalados das últimas décadas. São dele os roteiros de longas como "A Rede Social", que lhe valeu um Oscar, e da série "West Wing", marco da guinada de qualidade da televisão americana.

Sorkin embute um clima scorsesiano à história de Molly. É ela quem narra, com muito sarcasmo, sua entrada no submundo do jogo, em cenas ágeis que lembram o estilo dos longas de Martin Scorsese.

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Filha de um pai rigoroso, se manda para Los Angeles, entra em contato com jogadores e começa a tocar seu próprio esquema de apostas. As coisas, claro, vão mal, e logo ela cai na mira do FBI e de gângsteres.

O tom acertado da performance de Chastain nunca deixa que sua Molly caia na autocomiseração, ela é cínica -quase uma versão masculina do personagem de Leonardo DiCaprio em "O Lobo de Wall Street". E encontra a química certa ao contracenar com Idris Elba, que faz o advogado reticente e algo incrédulo da protagonista.

Outra personagem real que pode fazer sua intérprete aparecer no Oscar é Eleanor Riese, paciente psiquiátrica que nos anos 1980 se tornou um símbolo da luta de portadores de doença mental contra os abusos das instituições manicomiais nos Estados Unidos.

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Quem encara o papel em "55 Steps" é a inglesa Helena Bonham Carter. Aqui, claro, não se trata de nenhuma anti-heroína, ao contrário das vividas por Chastain, McDormand e Robbie.

"55 Steps", que estreou mundialmente no Festival de Toronto, é dirigido por Billie August, de "Pelle, o Conquistador" e "A Casa dos Espíritos".

A primeira cena do filme, com Eleanor se debatendo nas mãos de enfermeiros, parece sugerir mais uma enésima produção sobre hospícios, com médicos truculentos e pacientes maltratados. Em vez disso, August entrega outra enésima produção sobre tribunais, com todos os clichês dos advogados idealistas versus as corporações malignas. É que o diretor enfoca a batalha judicial de Riese, assistida por sua workaholic advogada, Colette Hugues (vivida por Hillary Swank). Na Justiça, a luta da paciente, que poderia abrir precedente para outros doentes mentais, era por mais diálogo com os psiquiatras e pelo direito de recusar medicamentos, se fosse o caso.

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Conhecida pelos papéis excêntricos, Bonham Carter dá comicidade a Riese, portadora de esquizofrenia com tiradas certeiras -especialmente a disparadas contra sua advogada fleumática.

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