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Com Pabllo Vittar e Sérgio Mendes, Fergie supera som ruim e 'lacra' show

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MARCO AURÉLIO CANÔNICO

RIO DE JANEIRO, RJ (FOLHAPRESS) - "Se tu não for brincar, não desce pro play." A frase de Pabllo Vittar, convidada-surpresa do show da americana Fergie na noite deste sábado (16), resume bem a festa "lacradora" que se viu no palco Mundo.

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Experiente em shows dançantes para multidões, a loira do Black Eyed Peas mostrou ter carisma, voz, incontáveis hits e muito jogo de cintura, não só para incluir duas boas participações especiais mas principalmente para lidar com os problemas de som que se repetiram a partir da metade da apresentação.

Eram 22h45 do sábado quando dois portões com letras D gigantes se abriram para revelar Fergie toda de branco, com um vistoso chapéu-máscara e uma expressão de dona do palco.

Cabelos bicolores (que depois dariam lugar a um imenso rabo de cavalo loiro), assim como suas longas botas (uma branca, outra preta), nas quais se lia "double dutchess" (título de seu próximo álbum), ela entrou ao som de "Hungry", emendada com o primeiro de muitos sucessos da noite, "Fergalicious".

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Não tardou a convidar Pabllo Vittar para participar da festa. O público, já entregue, foi ao delírio com a surpresa. Juntas, as duas cantaram "Glamorous", do repertório de Fergie, e "Sua Cara", que Pabllo gravou com Anitta. A plateia se acabou de dançar e cantar, meio incrédula com o encontro.

"Boa noite, Rock in Rio. Eu estou vivendo um sonho", disse a cantora brasileira, antes de se dirigir à americana num inglês muito bom, agradecendo-a pelo convite e dizendo que a amava.

Fergie devolveu a gentileza, pedindo que o público saudasse "a maravilhosa, incrível e linda Pabllo Vittar". Na sequência, a americana se emocionou com a saudação que recebeu dos fãs e foi às lágrimas.

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Um segundo convidado-surpresa apareceu em seguida: o pianista Sérgio Mendes. "Que alegria estar aqui hoje com a minha amiga Fergie e minha mulher, Gracinha", disse o brasileiro antes de tocar os acordes da versão dançante de "Mas que Nada", que Fergie havia gravado com o Black Eyed Peas.

Tudo isso aconteceu com menos de 40 minutos transcorridos de um show que ainda teria hits como "My Humps", "Boom Boom Pow" e "Don't Phunk with My Heart".

PROBLEMAS DE SOM

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Apesar de abusar das bases pré-gravadas (como todas as cantores de seu estilo), Fergie sabe cantar e realmente o faz, como ficou claro em canções como "You Already Know" e "Love Is Pain".

A festa só não foi perfeita porque um insistente problema de som dominou a segunda metade do show, incomodando a audição com um chiado. Fergie teve traquejo para entreter o público enquanto os técnicos tentavam corrigir o problema em vão, mas a falha foi imperdoável para uma produção dessa magnitude.

A americana procurou não demonstrar incômodo com a situação e se desdobrou para manter a atenção da plateia em si -chegou a subir no ombro de um segurança para ficar mais perto dos fãs, já no fim da apresentação, que foi encerrada com o megahit "I Gotta Feeling".

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Num festival em que a loira mais aguardada acabou não aparecendo, Fergie mostrou como se faz um show para 100 mil pessoas e elevou muito a barra para todos os headliners -inclusive o Maroon 5, que a sucederia como principal atração da noite de sábado.

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