ATUALIZADA - Ataque a bomba em metrô de Londres fere ao menos 29
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DIOGO BERCITO
MADRI, ESPANHA (FOLHAPRESS) - Pelo menos 29 pessoas foram feridas nesta sexta (15) quando o metrô de Londres foi alvo de um novo atentado. Um artefato caseiro explodiu, e a polícia, que trata o episódio como terrorismo, buscava o responsável.
A explosão, que não deixou mortos nem feridos em estado grave, foi descrita por uma testemunha como uma "bola de fogo" e ocorreu na estação Parsons Green, no oeste da cidade. Passageiros sofreram queimaduras e foram feridos na correria.
O suspeito pelo ataque ainda não foi identificado formalmente e ninguém foi detido, mas há a expectativa de que a informação não tarde, pois o transporte londrino é monitorado por câmeras.
Centenas de agentes das de segurança foram deslocados para a investigação.
A organização terrorista Estado Islâmico reivindicou o ataque em um de seus canais oficiais. Não há provas de seu envolvimento, porém.
A polícia britânica confirmou o incidente e trata o episódio como um ataque terrorista, o quinto do ano. A primeira-ministra conservadora, Theresa May, convocou um comitê de emergência para discutir a situação.
"Os serviços de emergência estão, mais uma vez, respondendo com rapidez e bravura ao que se suspeita ser um incidente terrorista", disse May durante a manhã.
O prefeito de Londres, o trabalhista Sadiq Khan, condenou "os horrendos indivíduos que tentam usar o terror para nos ferir e para destruir o nosso estilo de vida".
Já o presidente americano, Donald Trump, reagiu em redes sociais ao ataque: "outro ataque em Londres por um terrorista perdedor", o que provocou reações irritadas em Londres.
LEMBRANÇA DE 2005
A explosão desta sexta no metrô evoca os ataques de 7 de julho de 2015, quando uma série de atentados coordenados contra o transporte público londrino deixou 52 mortos e mais de 700 feridos.
Foi durante a investigação daqueles ataques que a polícia britânica matou o eletricista brasileiro Jean Charles de Menezes, confundido com um suspeito.
O Reino Unido já foi o alvo de quatro atentados em 2017. O mais grave deles ocorreu em Manchester na saída de um show da cantora americana Ariana Grande, quando 22 pessoas foram mortas.
O governo elevou o nível de ameaça terrorista para o mais alto, "crítico", o que significa a probabilidade imediata de novas ações. Desde junho de 2013, a polícia britânica diz ter frustrado ao menos 19 planos de atentados.
As autoridades dizem acreditar que o dispositivo detonado nesta sexta explodiu apenas parcialmente. Ele poderia, portanto, ter causado um dano bastante maior.
EXPLOSIVO
A explosão desta sexta parece ter sido causada por um artefato improvisado dentro de um balde coberto por uma sacola plástica. É possível ver fios saindo de dentro do objeto em chamas nas imagens que circulam na rede.
Ambulâncias, carros de bombeiro e um helicóptero foram enviados ao local para responder à emergência. O serviço de metrô na linha District foi temporariamente suspenso entre as estações Earls Court e Wimbledon.
As autoridades britânicas pedem que cidadãos com informações procurem a polícia pelo telefone de emergência. É possível enviar imagens do incidente por meio da página oficial da polícia na internet.
O efetivo policial nas ruas de Londres vai ser ampliado nos próximos dias, em especial em locais sensíveis, como o transporte público e os museus da cidade.