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ATUALIZADA - Coreia do Norte lança novo míssil balístico

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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - A Coreia do Norte disparou um novo míssil, que sobrevoou o território do Japão, às 6h27 de sexta-feira (18h27 de quinta no horário de Brasília), segundo autoridades japonesas e sul-coreanas.

De acordo com as Forças Armadas da Coreia do Sul, o míssil foi disparado do distrito de Sunam, na capital Pyongyang, em direção leste.

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O Japão entrou em alerta vermelho. Sirenes soaram, e moradores foram orientados a buscar refúgio.

O míssil caiu a 2.000 quilômetros a leste do cabo Erimo, que fica na ilha de Hokkaido, no norte do Japão, afirmou o porta-voz do governo japonês, Yoshihide Suga.

"Essas provocações repetidas por parte da Coreia do Norte são inadmissíveis, e protestamos nos mais fortes termos", afirmou Suga.

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Segundo dados militares sul-coreanos, o míssil atingiu uma altitude de cerca de 770 km e voou 3.700 km, o que teria sido suficiente para alcançar a ilha de Guam, território americano no Pacífico.

O ministro de Assuntos Exteriores do Japão, Taro Kono, afirmou acreditar que se trata de um míssil balístico intercontinental.

As Forças Armadas da Coreia do Sul e dos EUA ainda estão analisando as informações do lançamento e não se pronunciaram oficialmente sobre o possível alvo ou o tipo de míssil usado.

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O porta-voz da Casa Branca informou que o presidente Donald Trump foi informado sobre o lançamento.

Mais cedo, uma agência estatal da Coreia do Norte ameaçou usar armas nucleares para "afundar" o Japão e reduzir os EUA a "cinzas e escuridão" por apoiar uma as sanções do Conselho de Segurança da ONU contra o regime norte-coreano.

O Comitê da Coreia para a Paz na Ásia-Pacífico, que lida com os laços externos e propaganda da Coreia do Norte, também pediu pela dissolução do Conselho de Segurança, que chamou de uma "ferramenta do mal" constituída por países "subornados" que avançam sob ordem dos EUA.

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"As quatro ilhas do arquipélago devem ser afundadas no mar por uma bomba nuclear. O Japão não é mais necessário para existir perto de nós", disse o comitê, em comunicado divulgado pela agência de notícias estatal norte-coreana.

No mês passado, a Coreia do Norte havia lançado um míssil Hwasong-12 sobre o Japão, no que Pyongyang havia chamado de o "primeiro passo" para suas operações militares no Pacífico.

O Hwasong-12 também sobrevoou a ilha de Hokkaido antes de cair no mar.

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Na época, o premiê japonês, Shinzo Abe, classificou o episódio de "uma ameaça grave sem precedentes" e cobrou da ONU mais pressão para que Pyongyang suspendesse seu programa militar.

A crise na península se agravou em julho, quando Pyongyang fez um teste de um míssil intercontinental.

Depois disso, uma reportagem do jornal americano "The Washington Post" disse que a Coreia do Norte já tinha tecnologia suficiente para fabricar uma míssil nuclear.

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Isso levou o presidente Trump a dizer que responderia com "fogo e fúria" a um ataque norte-coreano. Em resposta, Pyongyang ameaçou a ilha de Guam.

A Coreia do Norte realizou também um teste com uma suposta bomba de hidrogênio no início de setembro.

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