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Rebeldes de minoria rohingya negam ligações com terrorismo internacional

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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - O Exército de Salvação Rohingya de Arakan (Arsa, na sigla em inglês), grupo de rebeldes da minoria muçulmana rohingya que é perseguida em Mianmar, negou nesta quinta-feira (14) qualquer ligação com organizações terroristas internacionais.

"Não temos nenhum vínculo com Al-Qaeda, Estado Islâmico ou qualquer outro grupo terrorista internacional. E não queremos que estes grupos se envolvam no conflito em Arakan [antigo nome do Estado de Rakhine]", escreveu o ARSA em uma rede social.

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O comunicado seria uma resposta a uma declaração que a organização terrorista Al Qaeda teria feito no início desta semana.

De acordo com o SITE, grupo que monitora os sites jihadistas, a Al-Qaeda pediu aos muçulmanos que "apoiem os rohingyas financeira e militarmente".

Entretanto, o Arsa pediu "aos Estados da região que interceptem e impeçam a entrada no estado de Rakhine de terroristas que só poderiam piorar a situação".

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O atual episódio de violência começou no dia 25 de agosto, quando 150 rebeldes rohingyas atacaram 20 delegacias de polícia. O Arsa assumiu a autoria dos ataques.

Em resposta, o Exército tem conduzido o que chamou de "operações de limpeza, que afirma ter como objetivo deter "terroristas extremistas" e proteger a população civil.

Segundo dados oficiais de Mianmar, 400 pessoas já teriam morrido nos confrontos.

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A ONU estima que mais de 370 mil pessoas cruzaram a fronteira com Bangladesh desde o início da crise. Muitos dos recém-chegados estão se alojando em escolas e em barracas improvisadas à beira de estradas.

A grande maioria dos rohingya em Bangladesh vivem em condições precárias e não tem acesso a água potável, assistência médica e alimentos.

Desde o início da escalada de violência, o acesso de grupos humanitários à região foi restringido pelo governo.

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No domingo (10), o ARSA, mais conhecido pelo nome Harakah al Yaqin ("Movimento da Fé" em árabe), anunciou uma trégua de um mês em suas ofensivas militares para permitir a distribuição de ajuda humanitária.

Os rohingyas são uma minoria étnica de fé muçulmana que se concentra no Estado de Rakhine, no noroeste de Mianmar. Já foram considerados pela ONU como a "os mais perseguidos do mundo".

De maioria budista, Mianmar é marcado pela influência de monges radicais que denunciam os rohingyas como ameaça.

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Muitos birmaneses alegam que eles são uma etnia implantada durante a colonização britânica, que trouxe milhares de trabalhadores muçulmanos de Bangladesh.

CONDENAÇÃO NA ONU

O Conselho de Segurança da ONU exigiu nesta quarta-feira (13) que sejam dados "passos imediatos" para pôr fim à violência em Mianmar, ao fim da primeira reunião a portas fechadas desde o início da crise envolvendo os rohingyas no fim do mês de agosto.

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Os 15 membros do Conselho expressaram "sua profunda preocupação diante da situação" atual em Mianmar "condenaram" a violência militar contra os rohingyas, acrescentou o presidente da instância, o embaixador etíope Tekeda Alemu, durante uma declaração à imprensa.

Na declaração consensual de todo o Conselho, incluindo a China, os países "ressaltam o compromisso do governo de Mianmar de proporcionar ajuda humanitária a todas as pessoas deslocadas sem discriminação".

Todos os membros do Conselho também "concordaram sobre a importância de uma solução de longo prazo para a situação no estado de Rakhine".

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Aung San Suu Kyi, líder de fato do Mianmar, anunciou na quarta-feira (13) que não irá comparecer à Assembleia Geral da ONU que começa na próxima semana.

Antonio Guterres, secretário-geral da ONU, e Zeid Ra'ad Al Hussein, alto comissário da ONU para os Direitos Humanos, afirmaram nos últimos dias que o tratamento da minoria rohingya em Mianmar é um caso de limpeza étnica.

Suu Kyi tem sido criticada por não condenar as operações militares e por negar que haja violência contra os rohingyas. Alguns críticos chegaram a pedir a revogação do prêmio Nobel da paz que lhe foi concedido em 1991.

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