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Caminhão com bebidas tomba e mata adolescente a caminho da escola em SP

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MARIANA ZYLBERKAN

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - "Olha o caminhão", gritou uma das outras três adolescentes que aguardavam na calçada o sinal de pedestres abrir. A estudante Julia Maria Firmino, 13, não teve tempo de reagir. Foi atingida pela carroceria de um caminhão de refrigerantes que tombou na calçada após atingir um veículo. Ela não resistiu e morreu na hora.

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Pouco tempo depois, o pai de Julia chegou e viu a menina sem vida. Segundo testemunhas, ele reconheceu o corpo da filha, lhe deu um beijo na testa e desabou a chorar. Ele teria ainda discutido com pessoas que estavam em volta e haviam filmado o acidente com as câmeras de celular.

O pai levou Julia de carro para a escola, mas a deixou a poucos metros, no outro lado da avenida -onde ela foi atingida.

As meninas, Taissa Munhoz, 14, Isabela de Oliveira, 14, e Isabela Vieira, 9, estavam a caminho da Escola de Ensino Fundamental Nany Benute, em Parada de Taipas, na zona norte, para mais um dia de aula.

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No horário do acidente, por volta das 7h, a calçada em frente à escola costuma ter movimento grande de alunos, mas já fazia cerca de dez minutos que o portão estava aberto, então, quase nenhum chegou a ver a cena do acidente. As outras duas meninas tiveram ferimentos leves e foram levadas para o Hospital Geral de Taipas.

Médicos de um pronto-socorro particular que fica em frente chegaram a socorrer as vítimas. O motorista do caminhão, Lucas Mota, 22, foi medicado porque entrou em estado de choque, de acordo com sua mãe, Francisca Maria da Conceição. "Ele viu o rosto da menina. Caiu por cima dela quando a cabine do caminhão tombou."

A mãe de Julia fazia sua caminhada diária e os parentes tiveram dificuldade para localizá-la. Quando chegou ao local, precisou ser medicada no pronto-socorro em frente. Ao menos outros três parentes da menina foram acompanhados por médicos do hospital.

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Junto com outros dois ajudantes, o motorista tentou levantar a carroceria e algumas pessoas em volta chegaram a ameaçá-lo de linchamento. Amigos de infância de Osasco, os três trabalham há poucos anos juntos na empresa de transporte de bebidas.

Segundo depoimento de Mota à polícia, o carro parou bruscamente no sinal amarelo e ele não teve tempo de frear. Bateu na traseira do veículo e jogou o caminhão para a direita, quando a mercadoria tombou. O velocímetro do caminhão trafegava a 38 km/h no momento do acidente, abaixo do limite da via, de 50 km/h. Perícia atestou que os freios do veículo estavam funcionando bem.

O motorista também foi submetido ao teste do bafômetro, que deu negativo para a ingestão de bebida alcoólica.

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O caso foi registrado como acidente de trânsito e o motorista irá responder por homicídio culposo, quando não há intenção de matar, e lesão corporal culposa em relação às outras vítimas. Na escola, o clima era de tristeza. Na grade, um papel foi colado com a mensagem "Estamos de luto".

A direção decidiu cancelar as aulas por causa do acidente, mas as crianças que chegavam para o período vespertino eram convidadas a entrar. Uma delas chegou de mãos dadas com a mãe e perguntou: "mãe, o que é luto?" "É quando uma pessoa morre", explicou a mãe.

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