Leia a última edição Siga no Whatsapp
--°C | Apucarana
Euro
--
Dólar
--

Geral

publicidade
GERAL

Postulante ao Planalto, Doria congela IPTU de SP no ano eleitoral de 2018

Compartilhar no Facebook Compartilhar no Twitter Compartilhar no WhatsApp Compartilhar no Telegram
Siga-nos Seguir no Google News
Grupos do WhatsApp

Receba notícias no seu Whatsapp Participe dos grupos do TNOnline

THIAGO AMÂNCIO

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Mesmo com restrições orçamentárias, a Prefeitura de São Paulo não vai aumentar o valor do IPTU (Imposto Predial e Territorial Urbano) acima da inflação neste ano. O ajuste deve ficar em torno de 3%, anunciou o prefeito João Doria (PSDB) nesta terça-feira (12).

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
Associe sua marca ao jornalismo sério e de credibilidade, anuncie no TNOnline.

Doria trava uma disputa interna no PSDB com o governador Geraldo Alckmin para a escolha do candidato do partido nas eleições à Presidência no ano que vem. Alckmin teve papel decisivo na escolha de Doria como candidato tucano na disputa municipal.

Para ser candidato ao Planalto ou ao governo paulista em 2018, o prefeito terá de deixar o cargo até o início de abril (seis meses antes da eleição). O aumento do IPTU traria desgaste com a opinião pública, como aconteceu no início da gestão anterior, do ex-prefeito Fernando Haddad (PT).

Por lei, a cada quatro anos, a prefeitura deve revisar a Planta Genérica de Valores, cadastro que fixa os venais dos 3,4 milhões de imóveis da cidade. Neste ano, a gestão decidiu não revisar a tabela. O IPTU é calculado de acordo com o valor venal do imóvel.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

No entanto, cerca de 30% dos imóveis podem ter um reajuste maior que 3%. Ocorre que essa parcela dos imóveis ainda tem reajustes pendentes relativos ao último aumento, na gestão anterior.

Por exemplo: uma casa teve 100% de aumento no IPTU na última correção. Há uma trava que estabelece um aumento gradual, de 10% por ano para pessoas físicas e de 15% para pessoas jurídicas, de modo que o reajuste nesta casa demoraria anos para ocorrer. Logo, o imposto desta casa aumentará acima dos 3%.

A prefeitura, no entanto, afirmou que o aumento pode acontecer no decorrer da gestão. "Os parâmetros do mercado ainda estão um pouco disfuncionais [por conta da crise econômica], de forma que fazer uma revisão mais ampla neste ambiente, uma revisão dos 3,4 milhões de imóveis da prefeitura, nos pareceu não muito prudente. Mais para frente, com o mercado estabilizado, a gente vai ter uma noção melhor de onde estarão os preços de mercado", disse o secretário Municipal da Fazenda, Caio Megale.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Até o fim do próximo ano, o governo do Estado deve concluir a linha 5-lilás do Metrô e entregar estações na linhas 4-amarela e 15-prata, o que valoriza os imóveis na região e tornaria desvantajoso fazer o ajuste de acordo com o preço atual.

Para suprir o deficit na arrecadação, Megale cita um aumento pelo terceiro trimestre consecutivo na arrecadação do ISS, esforços para combater a sonegação e o Programa de Parcelamento Incentivado, que parcela dívidas com a administração e já arrecadou R$ 200 milhões, segundo a prefeitura. O prazo para adesão ao programa vai até 31 de outubro.

Além disso, a prefeitura calcula que deve economizar R$ 700 milhões em relação ao orçamento aprovado para este ano.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Gostou da matéria? Compartilhe!

Compartilhar no Facebook Compartilhar no Twitter Compartilhar no WhatsApp Compartilhar no Email

Últimas em Geral

publicidade

Mais lidas no TNOnline

publicidade

Últimas do TNOnline

TNOnline TV