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Papa Francisco chega à Colômbia após mediar paz

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SYLVIA COLOMBO, ENVIADA ESPECIAL

BOGOTÁ, COLÔMBIA (FOLHAPRESS) - Das mãos do menino Emmanuel, 13, nascido na selva quando sua mãe, a política Clara Rojas, era refém das Farc (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia), o papa Francisco recebeu a escultura de uma pomba branca ao desembarcar em Bogotá na tarde desta quarta (6).

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O pontífice foi recebido pelo presidente Juan Manuel Santos e sua mulher, María Clemencia. Ainda na pista da base aérea de Catam, cumprimentou vítimas dos enfrentamentos entre guerrilha, paramilitares e Exército nas últimas décadas. Estavam presentes militares e civis, incluindo crianças. Depois, encaminhou-se para o papamóvel, com o qual se deslocaria até a Nunciatura de Bogotá, onde ficará hospedado.

Antes de embarcar, em Roma, o papa havia dito que a "viagem é especial porque servirá para ajudar a Colômbia a seguir adiante em seu caminho pela paz". Trata-se do cumprimento de uma promessa. Francisco havia dito ao presidente Santos que, caso o acordo de paz com as Farc, que ele ajudou a se concretizar, fosse de fato aprovado, ele viria ao país.

A programação do pontífice nesta quinta (7) começará cedo, com um encontro com Santos na Casa de Nariño, sede do governo colombiano. Além da troca de presentes e fotos para a imprensa, os dois terão uma conversa particular. Espera-se que, além da questão da paz com as guerrilhas, tratem da Venezuela.

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Também antes de embarcar, Francisco declarou: "Enquanto o avião estiver sobrevoando a Venezuela, farei uma oração para que exista diálogo e que o país encontre a estabilidade." Já está na capital colombiana um grupo de bispos venezuelanos com quem deve ter uma conversa.

Ainda em Bogotá, será realizada uma missa para cerca de 700 mil pessoas. Destas, 125 disputam o privilégio de receber a hóstia da mão do pontífice. Auxiliares ajudarão com os demais fieis.

"MODO PAPA"

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Desde o início da manhã de quarta, a maior parte do centro de Bogotá já tinha o trânsito bloqueado. "Estamos em modo papa", disse o guarda de trânsito que controlava um cruzamento na principal artéria da cidade, a Sétima.

"Modo papa", que virou também "hashtag" em redes sociais, é a expressão usada por moradores para comentar o clima de expectativa nos dias que precederam à chegada do pontífice. Serve ainda para reclamar das obstruções no caminho e para explicar o agito dos comerciantes de souvenires religiosos, que se espalhavam pelas esquinas do centro histórico.

"Estamos em modo papa, todos querem uma presentinho, uma lembrança deste dia, por isso fizemos estas", conta Laura Arteaga, 64, mostrando as bandeirinhas da Colômbia amarradas às do Vaticano e pequenas imagens do papa com a data da visita.

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Reforçando o teor político da viagem, Francisco beatificará dois religiosos vítimas da violência. Um deles é o bispo Jesús Emilio Jaramillo, morto em 1989 por integrantes da guerrilha ELN (Exército de Liberação Nacional), com a qual o Estado colombiano negocia um acordo de paz que inclui um cessar-fogo anunciado na segunda (4).

O outro beatificado será Pedro María Ramírez, que visitava doentes em um hospital quando explodiu o chamado "Bogotazo", revolta popular pelo assassinato do líder Jorge Eliecer Gaitán, em 1948, inaugurando um longo período de enfrentamentos chamado de "La Violencia".

Francisco não será o primeiro papa a visitar a Colômbia tendo a violência no topo da agenda. Em 1968, quando Paulo 6º esteve no país, tanto as Farc como o ELN haviam começado a atuar e já eram motivo de preocupação.

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Em 1986, João Paulo 2º insistiu na necessidade de buscar a paz num momento em que o país acabara de assistir ao ataque da guerrilha M-19 que matou 11 juízes no Palácio de Justiça.

Eram então os anos mais sangrentos da guerra entre cartéis do narcotráfico.

URIBE

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Sem ter sido convidado para os eventos com o pontífice, o ex-presidente Álvaro Uribe, rival de Santos, não quis ficar fora dos holofotes.

Na terça (5), tornou pública uma carta enviada ao papa em que fala de sua "preocupação com o narcotráfico e o processo de paz".

Reforçou que os acordos negociados pelo governo com as Farc e, agora, com o ELN eram marcados pela "impunidade total a responsáveis por delitos atrozes, que agora recebem aval legal para gastar dinheiro ilícito e seguir em suas atividades políticas."

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