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Ataques em SC já atingem 31 cidades; seis suspeitos são mortos pela polícia

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JEFERSON BERTOLINI

FLORIANÓPOLIS, SC (FOLHAPRESS) - A onda de ataques contra prédios e agentes da segurança pública registrada em Santa Catarina desde a última quinta-feira (31) somava até a tarde desta quarta-feira (6) 52 ocorrências em 31 cidades.

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No período, seis suspeitos de participarem dos atentados foram mortos pela polícia e 41 foram detidos, segundo relatório da SSP (Secretaria de Estado da Segurança Pública) divulgado a pedido da reportagem. O relatório indica que cidades do litoral norte e do sul catarinense lideram a lista de ataques.

Prédios das polícias Militar e Civil e casas de policiais são os alvos mais comuns. Mas já houve ataques envolvendo civis, o que amedronta moradores.

Na sexta-feira (1º) à noite, no mais ousado ataque envolvendo civis, seis homens interceptaram e incendiaram um ônibus de estudantes. O ataque ocorreu em Itajaí (78 km de Florianópolis), a poucos metros da universidade para a qual os alunos seguiam. Ninguém se feriu.

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O secretário-adjunto da Segurança Pública, Aldo Pinheiro D'Ávila, diz que a autoria e a motivação dos ataques estão sendo investigadas. "Nosso serviço de inteligência está na rua. Já temos pessoas identificadas, mas não podemos dar detalhes", disse, via assessoria.

O governo do Estado não comenta sobre quem está por trás dos atentados e o que se pretende com eles. Dá a entender, em nota divulgada na sexta (1º), que o levante seria uma resposta às apreensões de droga. De janeiro a julho deste ano, foram apreendidas 45 toneladas de maconha e 9,7 de cocaína.

Fontes da polícia ouvidas pela reportagem dizem que os ataques foram determinados por grupos criminosos que atuam no Estado. A ordem teria partido de dentro do sistema prisional. "O salve [recado de criminosos presos a comparsas em liberdade] que a gente identificou é bem claro: a ordem é matar policiais", disse um agente prisional que pediu para não ser identificado.

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A Secretaria de Estado da Justiça e Cidadania, responsável pelo sistema prisional, informou que não se manifestará sobre o assunto.

Desde 11 de agosto, três policiais militares e um agente prisional foram assassinados no Estado. A SSP os contabiliza no relatório de atentados, mas os considera "sob investigação". As mortes de PMs já resultaram em protestos de parentes e em notas de repúdio de sindicatos da categoria.

SILÊNCIO

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Nas ondas de violência registradas em Santa Catarina em 2012, 2013 e 2014, o comando estadual da Polícia Militar divulgava diariamente detalhes dos ataques e estatísticas da onda de violência. Neste ano, a corporação não está divulgando relatórios e tem evitado comentar o assunto.

Questionado pela reportagem, o centro de comunicação social informou que "após estudos realizados com base em crises semelhantes já ocorridas no Estado, a PM identificou que a divulgação de relatórios diários alimentava uma onda de ações oportunistas, sem vínculos com facções criminosas".

Segundo a corporação, as "ações oportunistas" eram praticadas por indivíduos que "cometiam delitos seduzidos pela possibilidade de terem divulgado junto à imprensa os atos de vandalismo praticados, aumentando a insegurança da população".

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HISTÓRICO

Estado lembrado pelas praias, pelos índices de longevidade e pela qualidade de vida, Santa Catarina já registrou três ondas de violências semelhantes à iniciada na semana passada. Em 2012, o levante ocorreu em novembro. Durou seis dias e somou 68 ataques em 17 cidades, segundo a PM.

No ano seguinte, os ataques ocorreram em fevereiro. A corporação registrou 114 ocorrências em 37 cidades. O levante terminou após a transferência de 43 líderes de facções criminosas a presídios federais fora do Estado. Em 2014, a PM contou 115 ataques em 32 cidades. A onda de violência terminou após a chegada da Força Nacional de Segurança e a transferência de 20 criminosos a presídios federais.

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As investigações da Polícia Civil concluíram que as ondas de violência de 2012, 2013 e 2014 foram determinadas por criminosos presos para denunciar privações ou violência sofridas na prisão.

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