Leia a última edição Siga no Whatsapp
--°C | Apucarana
Euro
--
Dólar
--

Geral

publicidade
GERAL

Hungria e Eslováquia devem aceitar cota de migrantes, afirma Tribunal

Compartilhar no Facebook Compartilhar no Twitter Compartilhar no WhatsApp Compartilhar no Telegram
Siga-nos Seguir no Google News
Grupos do WhatsApp

Receba notícias no seu Whatsapp Participe dos grupos do TNOnline

DIOGO BERCITO

MADRI, ESPANHA (FOLHAPRESS) - O Tribunal de Justiça da União Europeia decidiu nesta quarta-feira (6) que a Hungria e a Eslováquia não podem rejeitar sua cota de migrantes. A medida é uma vitória para a Alemanha e a França na disputa europeia pelo futuro dos refugiados.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
Associe sua marca ao jornalismo sério e de credibilidade, anuncie no TNOnline.

Os governos da Hungria e da Eslováquia tinham ido à Justiça para reclamar do acordo que distribui migrantes entre os membros do bloco, mas essa corte baseada em Luxemburgo descartou o apelo "em sua totalidade".

Outros países do Leste Europeu, como a Polônia, também se recusam à cota -e podem ser punidos com multas, segundo o tribunal.

A disputa foi iniciada há dois anos com a chegada 1,7 milhão de migrantes pelo mar Mediterrâneo, em fuga de países em guerra ou extrema pobreza como a Síria, o Sudão e o Afeganistão.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Esses refugiados se concentraram nos portos de entrada, algo que levou a União Europeia a decidir pela sua distribuição entre os demais países-membros, desafogando Grécia e Itália.

O programa de realocação foi criado pela Comissão Europeia, braço Executivo do bloco, com a aprovação da maioria dos Estados. A oposição veio dos países do leste, descontentes em absorver esses refugiados.

A meta era distribuir até 160 mil pessoas, mas apenas 25 mil delas já foram transferidas a outros países. Em parte porque governos como o húngaro e o polonês se recusaram a receber qualquer migrante via esse programa.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Em alguns casos a recusa é mais um gesto político do que pragmático. A Polônia, com população de 37 milhões, teria que receber 6.200 migrantes pelo acordo.

A resistência está relacionada, segundo governos do leste europeu, à sensação de que a União Europeia impõe seus valores a eles, rompendo suas soberanias nacionais -ideia em que plataformas populistas têm se construído na Hungria e na Polônia.

A entrada de migrantes, que teve seu ápice em 2015, foi drasticamente reduzida nos últimos anos pelo fechamento das rotas que passavam pela Turquia e pelos Bálcãs. Houve também investimentos em países de origem, como a Líbia, para desestimular a saída.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Gostou da matéria? Compartilhe!

Compartilhar no Facebook Compartilhar no Twitter Compartilhar no WhatsApp Compartilhar no Email

Últimas em Geral

publicidade

Mais lidas no TNOnline

publicidade

Últimas do TNOnline

TNOnline TV