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ATUALIZADA - Colômbia anuncia cessar-fogo bilateral com ELN até janeiro

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SYLVIA COLOMBO

BUENOS AIRES, ARGENTINA (FOLHAPRESS) - O presidente colombiano, Juan Manuel Santos, anunciou na manhã desta segunda-feira (4) um cessar-fogo bilateral com o ELN (Exército de Liberação Nacional).

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O grupo é atualmente a principal guerrilha do país depois que foi aprovado o acordo de paz com as Farc (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia), agora transformadas em um partido político.

Com um número de combatentes entre 2.500 e 3.000, o ELN é uma guerrilha marxista que está na ativa desde 1964. Sua ideologia difere um pouco da das Farc, uma vez que tem mais influência religiosa e se inspira na Teologia da Libertação.

Apesar de estar negociando um acordo de paz com o governo desde fevereiro, o ELN não deixou de praticar sequestros, extorsões e atentados. Por conta disso, a negociação vinha sendo muito questionada pela opinião pública e os meios de comunicação colombianos.

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O anúncio do cessar-fogo, que começa a valer em 1º de outubro e vai até 12 de janeiro de 2018, é a primeira notícia de avanço real entre as duas partes nestes nove meses de conversas. A ONU e a Igreja Católica atuarão como observadores do cumprimento do cessar-fogo.

"É um imenso passo para a criação de confiança no processo e permite destravar o resto da agenda", declarou o chefe das negociações por parte do governo, Juan Camilo Restrepo.

Enquanto o acordo com as Farc foi costurado em Cuba, o tratado com o ELN está sendo negociado no Equador.

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Segundo o presidente Santos, os dois lados chegaram a um consenso sobre a interrupção dos ataques mútuos em uma conversa que adentrou a madrugada desta segunda em Quito.

Santos disse que o cessar-fogo estará condicionado "a que se avance nas negociações", referindo-se ao reiterado pedido do governo para que a guerrilha deixe de praticar sequestros e extorsões.

A guerrilha, por sua vez, embora declare que deseja firmar a paz com o Estado colombiano, vinha afirmando que não podia deixar essas práticas, porque depende delas para se financiar.

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O anúncio ocorre dois dias antes da chegada do papa Francisco ao país, cujo motivo principal é, justamente, celebrar a paz alcançada com as Farc, na qual teve um papel de intermediário.

"O cessar-fogo tem como finalidade proteger os cidadãos enquanto as conversas em Quito continuam. Neste período não haverá sequestros nem ataques a estradas e oleodutos e demais hostilidades que essa guerrilha vinha cometendo", disse Santos.

O presidente acrescentou, porém, que falta muito a ser negociado para que se chegue a um acordo final. "Espero que a visita do Papa estimule esse primeiro passo em busca da reconciliação."

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