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Brics critica protecionismo e condena Coreia do Norte

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GUSTAVO URIBE, ENVIADO ESPECIAL

XIAMEN, CHINA (FOLHAPRESS) - A cúpula do Brics (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul) criticou nesta segunda-feira (4) o crescimento do protecionismo e condenou veementemente os recentes testes nucleares realizados pela Coreia do Norte.

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Em declaração final do nono encontro do bloco comercial, os cinco países expressaram "profunda preocupação" com o aumento das tensões relativas à escalada armada.

E defenderam a necessidade de se chegar a uma solução de maneira pacífica e por meio de um diálogo direto entre todas as partes envolvidas.

"Nós deploramos profundamente o teste nuclear realizado pela Coreia do Norte e expressamos profunda preocupação com a tensão em curso e a questão nuclear prolongada na Península da Coreia", diz trecho da declaração.

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Os países do bloco comercial também anunciaram apoio ao acordo de restrição nuclear fechado pelos integrantes do Conselho de Segurança da ONU (Organização das Nações Unidas) com o Irã.

"Nós exortamos todas as partes relevantes a cumprir plenamente suas obrigações e assegurar a implementação plena e efetiva do plano para promover a paz e a estabilidade internacionais e regionais", disse.

No documento, os cinco países observam que tem havido uma tendência mundial de protecionismo, que ameaça as perspectivas de crescimento global e a confiança do mercado financeiro. Segundo eles, as incertezas e os riscos persistem no cenário mundial.

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"Nós nos comprometemos novamente à nossa promessa para a reversão de medidas protecionistas e pedimos a outros países que se juntem a nós nesse compromisso", ressaltou.

Em um contraponto ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, as cinco nações emergentes incentivaram os países do mundo a "implementarem plenamente" o Acordo de Paris e defenderam um crescimento econômico baseado na baixa emissão de carbono.

"E defendemos que os países desenvolvidos forneçam recursos financeiros e tecnológicos, apoiando os países em desenvolvimento para aumentar sua capacidade de mitigação e adaptação", disse.

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Os países do bloco comercial também refutaram os recentes ataques terroristas e ressaltaram que os responsáveis por "cometer, organizar ou apoiar" as iniciativas devem ser responsabilizados.

Eles ainda congratulam o governo iraquiano por ter recuperado Mossul do controle do Estado Islâmico e manifestam preocupação com a guerra civil no Iêmen.

"Nós pedimos a todas as partes diretamente envolvidas na atual crise diplomática na região do Golfo para superar suas dissonâncias através do diálogo e acolher os esforços da mediação do Kuait", disseram.

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