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Para Temer, teste nuclear retoma temores dos livros de história

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GUSTAVO URIBE, ENVIADO ESPECIAL

XIAMEN, CHINA (FOLHAPRESS) - O presidente Michel Temer condenou nesta segunda-feira (4) os testes nucleares realizados pela Coreia do Norte e disse que eles "dão concretude a temores que parecem ter ficado nos livros de história".

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Em reunião com os presidentes do Brics (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul), o peemedebista defendeu uma saída diplomática para o que chamou de "situação grave" e pregou a necessidade de um desarmamento nuclear.

"Nos preocupa a todos os recentes testes norte-coreanos. Os episódios dos últimos dias dão concretude a temores que parecem ter ficado nos livros de história. Hoje, é preciso encontrar saída diplomática para a situação tão grave", disse.

O presidente disse ainda que o mundo vive atualmente no "signo da incerteza" e que parece haver uma erosão de valores como o apego ao direito internacional e a crença no livre comércio.

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"As incertezas da cena internacional também, convenhamos, se alimentam de continuadas tensões políticas", disse.

Em declaração final, os países que integram o Brics condenarão os testes nucleares e reivindicarão a abertura de um diálogo do país oriental com a comunidade internacional.

O presidente brasileiro pregou ainda a necessidade de encontrar uma solução negociada para a guerra na Síria e elogiou a atuação da Rússia na guerra civil.

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"Não estamos indiferentes, nem poderíamos, ao drama dos refugiados. Como afirmei nas Nações Unidas, no ano passado, fluxos de refugiados são o resultado de guerras, de repressão, do extremismo violento", disse.

O presidente também destacou o esforço para se solucionar o conflito entre Israel e Palestina e disse que apoia a formação de duas nações com "fronteiras seguras e mutuamente acordadas".

"Não podemos nos acomodar diante de um problema que há tanto tempo é tão premente", disse.

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Ele ainda manifestou preocupação com a crise na Venezuela e afirmou que ela "afeta diretamente os interesses do Brasil".

"A situação é de instabilidade e de crise humanitária. É crescente o fluxo de migrantes e refugiados que chegam ao Brasil e a outros países vizinhos. Confiamos em uma solução pacífica para a crise, com pleno respeito à soberania venezuelana", disse.

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