ATUALIZADA - Coreia do Norte testa bomba nuclear potente
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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - A Coreia do Norte anunciou neste domingo (3) seu sexto teste com uma bomba nuclear, afirmando que o artefato que explodiu --o mais potente até hoje-- seria uma bomba de hidrogênio.
A decisão é um claro desafio às ameaças feitas pelo governo Donald Trump e acirra a escalada de tensões envolvendo Pyongyang, Washington, Seul, Tóquio e Pequim.
Embora a potência exata da bomba não possa ser confirmada, a força do abalo sísmico causado pelo teste indica que seu poder destrutivo superava o daquelas lançadas pelos EUA contra as cidades japonesas de Hiroshima e Nagasaki em 1945, na Segunda Guerra Mundial.
Em Seul, o Parlamento estimou que detonação chegou a até 100 kilotons, ou sete vezes Hiroshima, dez vezes mais potente que o maior teste nuclear do país. É impossível, neste momento, uma verificação independente de que se trate da chamada bomba H, muito mais potente que uma bomba nuclear comum.
Apesar do ceticismo corrente de especialistas, porém, o governo japonês declarou, após analisar os dados de um forte tremor detectado às 12h36 (0h36 em Brasília), que o abalo sísmico, de magnitude 6,3 segundo o instituto geológico norte-americano, era resultado de um novo teste atômico subterrâneo na província de Hamgyong, nordeste do país.
"Chegamos à conclusão de que a Coreia do Norte realizou seu sexto teste nuclear", disse o ministro de Assuntos Exteriores do Japão, Taro Kono, para a imprensa do país.
O momento do teste coincide com a escalada de tensões entre os EUA e a Coreia do Norte e sucede uma série de testes com mísseis balísticos de longo alcance, inclusive um intercontinental.
Recente relatório da Defesa dos EUA indica, também, que é provavelmente real a alegação do regime de Kim Jong-un, há um ano, de que conseguiu produzir uma ogiva nuclear pequena o bastante para caber em um míssil.
Os vizinhos Japão e Coreia do Sul externaram preocupação. A Coreia do Sul elevou seu nível de alerta ao máximo e anunciou um novo teste de mísseis, e o Japão enviou aviões de reconhecimento. Os EUA prometeram uma "resposta militar maciça" às ameaças (leia na pág. A14).
A agência de notícias KCNA mostrou imagens de Kim inspecionando o que dizem ser o carregamento da bomba de hidrogênio em um míssil intercontinental e, em seu texto, afirma que todo o processo foi feito dentro do país.