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Morre o poeta americano John Ashbery, aos 90 anos, em Nova York

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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - John Ashbery, um dos grandes autores da poesia moderna americana, morreu neste domingo (3) em sua casa em Nova York, aos 90 anos, de "causas naturais", segundo informou o seu companheiro, David Kermani.

Ashbery era um dos nomes da chamada Escola de Nova York, grupo de artistas dos anos 1950 e 1960, que contava com poetas como Frank O'Hara e Tom Savage.

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Elogiado por figuras como Harold Bloom, um dos grandes críticos de seu país, Ashbery levou todos os prêmios literários relevantes dos EUA.

Em 1975, seu livro "Self-Protrait in a Convex Mirror" ganhou o Pulitzer, o National Book Award e o National Book Critics Circle Prize -o poema que dá título ao livro é considerado um dos mais importantes da literatura americana.

O autor nascido em 1927 também ficou conhecido por trazer influências do expressionismo abstrato -e das artes visuais como um todo- para a literatura. Ashbery, aliás, chegou a estudar pintura na adolescência e, mais tarde, também atuou como crítico de arte.

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Embora visto como hermético, tornou-se um dos poetas mais conhecidos dos EUA. Às vezes, porém, a dificuldade de sua obra gerava anedotas: o poeta W. H. Auden, por exemplo, que elegeu o livro "Some Trees" (1956) para um prêmio, depois confessou não ter compreendido uma palavra do manuscrito.

A ideia de seus versos, dizia Ashbery, era justamente motivar os leitores a repensar seus conceitos sobre a poesia. Da mesma forma que os expressionistas abstratos faziam com o espectador da pintura.

O autor falava ainda que o melhor jeito de ler sua obra era encará-la como se fosse música. "Palavras, como notas musicais isoladas, quando colocadas juntas, formam um novo significado e, às vezes, toda uma nova sinfonia", afirmava.

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