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Rússia convoca número 2 da embaixada dos EUA em Moscou

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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - A Rússia convocou o número 2 da embaixada dos Estados Unidos em Moscou neste sábado (2), acusando os americanos de quererem inspecionar as instalações de sua missão comercial em Washington, cujo fechamento foi ordenado pela Casa Branca.

O Departamento de Estado dos EUA requisitou na quinta-feira (31) o fechamento do consulado russo em San Francisco, assim como dois escritórios de apoio, um na capital Washington e outro em Nova York.

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Os Estados Unidos justificaram esse fechamento em resposta à drástica redução de 755 diplomatas e funcionários, russos ou americanos, na Rússia, impostas no fim de julho por Moscou em reação às novas sanções econômicas aprovadas pelo Congresso dos EUA.

"Nós convocamos o conselheiro da Embaixada dos EUA em Moscou, Anthony Godfrey. Ele recebeu uma carta de protesto sobre a vontade das autoridades dos EUA de intervenção na missão comercial russa em Washington ", disse o Ministério das Relações Exteriores da Rússia em um comunicado.

"A partir de hoje [sábado] perdemos o acesso [para a missão comercial de Washington], embora este edifício seja de propriedade do Estado russo e tenha imunidade diplomática", disse o ministério.

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As autoridades dos EUA não confirmaram oficialmente que iriam realizar ações em edifícios diplomáticos russos nos Estados Unidos.

De acordo com a carta dada a Godfrey, a Rússia considera as inspeções de seus edifícios diplomáticos como "ilegítimos" na ausência de representantes oficiais do Estado russo.

Essas inspeções e "a ameaça de quebrar a porta de entrada" são "um ato de agressão sem precedentes, que poderia ser usado pelos serviços secretos dos EUA para criar um ato provocador contra a Rússia com objetos comprometidos que seriam colocados" por esses mesmos serviços, de acordo com a diplomacia russa.

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As relações bilaterais entre os dois países vêm se desgastando desde a campanha eleitoral do atual presidente Donald Trump.

"As autoridades dos EUA devem acabar com suas violações flagrantes do direito internacional e renunciar a violar a imunidade das instituições diplomáticas russas", disse o comunicado.

Moscou "reserva-se o direito de tomar medidas de retaliação com base na reciprocidade", continua o documento

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Em San Francisco, testemunhas disseram ter observado uma fumaça negra saindo de uma lareira do consulado russo nesta sexta. Isso foi devido a "medidas para preservar o prédio", disse a porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Maria Zajarova, sem mais detalhes.

RÚSSIA, OBAMA E TRUMP

Após o anúncio do fechamento desses escritórios diplomáticos, Moscou imediatamente criticou essa "escalada" de tensões "iniciadas" por Washington.

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Em qualquer caso, isso ilustra a incapacidade da Casa Branca ou do Kremlin de melhorar as relações sete meses após a chegada de Donald Trump, que apresentou como um dos seus objetivos a normalização das relações entre os dois poderes.

O ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergei Lavrov, pareceu tirar o peso das ações da administração Trump. "Toda esta situação foi criada pelo governo Obama para minar as relações russo-americanas e não permitir que Trump as melhore", disse ele.

Segundo Lavrov, o Congresso e o estabelecimento dos EUA "tentam amarrar as mãos e os pés [para a administração Trump], inventar uma suposta interferência russa, um vínculo entre ele e a Rússia, entre sua família e a Rússia".

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O secretário de Estado dos EUA, Rex Tillerson, anunciou por telefone a decisão de Lavrov de fechar consulados russos nos Estados Unidos.

Os dois homens se encontrarão em setembro, provavelmente por ocasião da Assembléia Geral da ONU em Nova York.

"Não estamos à procura de um confronto com os Estados Unidos", afirmou Lavrov nesta sexta-feira, dizendo que buscava "abordagens baseadas no respeito mútuo" para alcançar "compromissos" com Washington.

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