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PM de folga intervém em roubo e vira o 101º agente morto no Rio neste ano

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LUIZA FRANCO

RIO DE JANEIRO, RJ (FOLHAPRESS) - Um troca de tiros entre um policial e criminosos deixou quatro mortos nesta sexta-feira (1º) em Belford Roxo, na Baixada Fluminense. Entre as vítimas está um policial militar, o 101º a morrer em ações violentas no Estado desde o início do ano.

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O segundo-sargento Lúcio Ferreira de Santana, 41, estava de folga quando testemunhou uma tentativa de roubo a um caminhão de carga, no Jardim Redentor, e tentou intervir. Houve confronto. Além do policial, morreram um suspeito e dois funcionários da transportadora -um terceiro ficou ferido.

Com o suspeito que morreu foi apreendida uma pistola. Outros três conseguiram fugir. A Delegacia de Homicídios da Baixada Fluminense foi acionada e a polícia faz buscas na região.

O segundo sargento Santana estava na corporação desde 2001. Era lotado no 15º Batalhão da PM (Duque de Caxias, também na Baixada).

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Ainda não há informações sobre os outros mortos.

CRISE NA SEGURANÇA

Com a política de segurança em crise, o Rio perdeu um policial militar a cada dois dias, aproximadamente, em 2017.

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Para efeito de comparação, o Estado de São Paulo registrou 22 policiais militares mortos de folga ou em serviço no primeiro semestre deste ano, sendo que a PM paulista tem quase o dobro do efetivo do Rio -87 mil agentes, ante 45 mil- e mais que o dobro da população –45 milhões de habitantes, contra 17 milhões.

Ao mesmo tempo, as mortes provocadas por policias aumentaram 45% neste ano no Rio. Foram 551 mortes por policiais no primeiro semestre de 2017, ante 400 no mesmo período do ano passado.

De modo geral, o número de mortes violentas no primeiro semestre deste ano (3.457) cresceu 15% em relação ao mesmo período de 2016. Foi o pior primeiro semestre desde 2009 (3.893).

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Assim com o segundo-sargento Santana, a maior parte dos PMs morreu em folga. Especialistas apontam uma série de hipóteses para isso.

A série da estatística policial, iniciada em 1994, mostra que o problema da vitimização policial é antigo. No entanto, agora, todos os fatores que levam à morte de policiais foram exacerbados com a crise econômica que deixa um rombo de R$ 21 bilhões nos cofres fluminenses e uma série de servidores e pensionistas com vencimentos atrasados.

No Estado, homicídios e roubos em geral estão em alta. PMs são vítimas frequentes de assalto e, por andarem armados, são mortos ao reagirem ou serem identificados.

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Muitos PMs costumam fazer os chamados bicos, trabalhando principalmente como seguranças privados, para complementar suas rendas.

O Regime Adicional de Serviço, que permite que policiais militares e civis trabalhem na folga para as próprias polícias, complementando a falta de efetivo, não é pago desde setembro do ano passado. Policiais também não receberam o 13º salário.

Também há aqueles que atuam no crime e morrem em decorrência de conflitos, em acertos de conta.

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