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ATUALIZADA - Por muro em fronteira, Trump volta a ameaçar paralisar governo

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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse nesta segunda (28) que espera que não seja necessário paralisar as atividades do governo federal para que o Congresso libere a verba para a construção de um muro na fronteira com o México.

Em entrevista coletiva ao lado do presidente da Finlândia, Sauli Niinistö, o americano afirmou que o muro será construído e que, de "uma maneira ou de outra, o México pagará" por ele. O muro é uma de suas principais promessas de campanha, mas o Congresso precisa liberar a verba para sua construção, o que não aconteceu até agora.

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Na coletiva, Trump disse ainda que as negociações com o México e o Canadá sobre o Nafta -o acordo de livre comércio entre os dois países e os Estados Unidos- estão difíceis. Por isso, afirmou Trump, talvez seja necessário cancelar o acordo em vez de alterá-lo.

"Acredito que vamos precisar pelo menos começar o processo de cancelar (o Nafta) antes de chegar a um acordo justo", afirmou ele.

PERDÃO A XERIFE

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Na coletiva, Trump defendeu ainda sua decisão de conceder na última sexta-feira (25) o perdão judicial ao ex-xerife do Arizona Joe Arpaio, 85, acusado de perseguição policial contra imigrantes latinos no Estado.

Arpaio foi condenado em julho a seis meses de prisão por desacatar decisão judicial de 2011 que o impedia de prender pessoas apenas pela suspeita de estarem ilegalmente no país, uma das estratégias de sua gestão.

O presidente americano disse que "muitas pessoas pensaram que [o perdão] era a coisa certa a ser feita" e afirmou que Arpaio é um "patriota" que foi tratado de maneira "injusta" pelo Judiciário.

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Trump acusou os dois últimos presidentes democratas, Bill Clinton e Barack Obama, de terem concedido perdão a criminosos perigosos, enquanto Arpaio apenas ajudou na defesa dos EUA.

Trump citou o nome de algumas pessoas que receberam perdões nas gestões anteriores, entre eles o de Chelsea Manning, ex-analista das Forças Armadas que vazou informações sigilosas para o site WikiLeaks.

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