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Trump dá perdão judicial a ex-xerife acusado de perseguir latinos nos EUA

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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - O presidente dos EUA, Donald Trump, concedeu nesta sexta-feira (25) o perdão judicial a Joe Arpaio, 85, ex-xerife do Arizona acusado de perseguição policial por etnia devido a sua política linha-dura contra imigrantes latinos.

Arpaio foi condenado em julho a seis meses de prisão por desacatar decisão judicial de 2011 que o impedia de prender pessoas apenas pela suspeita de estarem ilegalmente no país, uma das estratégias de sua gestão.

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A Casa Branca disse que o trabalho do perdoado foi "proteger a população dos flagelos do crime e da imigração ilegal". "Após mais de 50 anos de serviços admiráveis a nossa nação, é um candidato merecedor do perdão presidencial." À Associated Press, Arpaio agradeceu o perdão e afirma que "sempre estará ao lado" do presidente. Ele deu seu apoio ao republicano na campanha devido à política contra a imigração ilegal, como o muro na fronteira com o México.

Trump já tinha dado sinais de que poderia perdoar o ex-xerife na terça (22), quando visitou o Arizona. "Não farei isso agora porque não quero provocar polêmica, mas o xerife Joe deve ser condenado por fazer o seu trabalho?."

Joe Arpaio foi xerife do condado de Maricopa, onde fica Phoenix, por 24 anos. Além de sua campanha contra imigrantes ilegais, ficou conhecido com a brutalidade com os presos, obrigando-os a ficar sob tendas sob altas temperaturas.

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Ele e seus comandados também são acusados de jogarem fora ou adulterarem multas aplicadas por suas patrulhas. O perdão presidencial foi uma dura derrota aos grupos que pediam sua condenação por violar direitos humanos.

ASSESSOR

O perdão é anunciado no dia em que Trump sofre mais uma baixa: assessor antiterrorismo Sebastian Gorka renunciou ao cargo. Ele era membro do Grupo de Iniciativas Estratégicas da Casa Branca, de interlocução com a sociedade.

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Segundo o jornal "The Federalist", ele deixou o governo por discordar do envio de um novo grupo de soldados à guerra no Afeganistão. Com a decisão, Trump descumpriu uma de suas promessas de campanha.

Gorka era um dos principais apoiadores do presidente, defendendo na imprensa suas políticas e declarações. Quando Trump assumiu, disse que "os homens alfa estavam de volta", em crítica aos assessores de Barack Obama.

Ao dar seu apoio ao veto a cidadãos de países de maioria muçulmana, afirmou que a violência era fundamental para o islamismo e vem do Alcorão. Essa e outras frases levaram seus críticos a acusá-lo de islamofobia.

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Antes de entrar na Casa Branca, foi editor no site extrema-direita de Breitbart News, fundado por Stephen Bannon, ex-estrategista-chefe de Trump que pediu demissão na semana passada.

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