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Com buscas delicadas, naufrágios de Pará e Baia ainda têm 16 desaparecidos

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DHIEGO MAIA

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Os naufrágios ocorridos no intervalo de 48 horas no Pará e na Bahia, nesta semana, ainda acumulam uma estatística amarga. Ao menos 16 pessoas continuavam desaparecidas sob as águas do rio Xingu e da costa baiana nesta sexta-feira (25), segundo autoridades.

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A caçada pelos corpos se assemelha a uma operação de guerra. Mergulhadores desbravam as águas sem conseguir enxergar um palmo à frente. Ainda enfrentam correntezas e zonas profundas para localizar as vítimas, que podem estar presas em galhos e buracos de arrecifes.

Rio e mar impõem dificuldades muito específicas às equipes de resgate, de acordo com o Corpo de Bombeiros. No rio, os corpos seguem por uma única direção. No mar, as correntes marítimas traçam rotas que precisam ser analisadas e perseguidas.

Na baía de Todos-os-Santos, na Grande Salvador, desde a ocorrência do naufrágio nesta quinta (24) que já matou 18 pessoas, os bombeiros usam programas de georreferenciamento para localizar qual caminho os prováveis corpos ainda não encontrados seguiram.

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Segundo o comandante-geral do Corpo de Bombeiros da Bahia, Francisco Telles, a caçada está concentrada "numa área próxima a Aratu, na porção à direita ao porto de Salvador", disse o comandante a partir dos últimos monitoramentos feitos no mar.

No mar, a demora é o maior perigo, afirma Telles. "Quanto mais o tempo passa, mais longe os corpos ficam do local onde a lancha afundou", afirmou. Por isso, as forças de segurança da Bahia têm usado helicóptero para "varrer" a costa e tentar encurtar o tempo de procura.

BAIXA VISIBILIDADE

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Já no rio Xingu, onde 23 pessoas morreram no naufrágio do barco "Comandante Ribeiro", a baixa visibilidade e a correnteza forte atrapalham.

Os mergulhos foram suspensos nesta sexta. Nenhum corpo foi localizado dentro da embarcação, que transportava além de dezenas de passageiros, um carro e mais uma moto. Os bombeiros têm navegado pelo rio para achar o último corpo que ainda continua desaparecido.

A passagem do tempo facilita, diz o subcomandante do Corpo de Bombeiros do Pará, Augusto Lima, porque os corpos "boiam e são facilmente encontrados". Nesta quinta, a equipe localizou 11 corpos dessa forma na região. "Mas o problema são os galhos. São neles que muitos corpos se enroscam", afirma.

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A contagem de 16 desaparecidos nos dois naufrágios levam em consideração o total de pessoas que estavam nas embarcações acidentadas. Em Salvador, das 124 pessoas a bordo, 15 ainda não foram oficialmente encontradas. No Pará, resta uma pessoa.

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