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Filme 'Mimosas', que aborda a fé islâmica, parece um pouco postiço

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ILANA FELDMAN

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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Uma caravana capitaneada por um xeique moribundo atravessa as montanhas do Marrocos, a fim de que o xeique possa morrer e ser enterrado entre os seus. Mas a morte não espera. Rapidamente, Ahmed, Said e Shakib, os dois primeiros flertando com a bandidagem e o terceiro com o exercício da profecia, precisam decidir se abortarão a viagem ou se continuarão o propósito de enterrar o corpo do xeique na mítica cidade de Sijilmasa, desafio que traria um sentido dignificante para suas vidas.

Como uma espécie de épico místico, de "western da fé", "Mimosas", segundo longa-metragem do diretor francês de origem galega Oliver Laxe, premiado na Semana da Crítica do último festival de Cannes, faz, no entanto, sua fé esmorecer.

No filme, paisagens montanhosas deslumbrantes, rarefação da ação dramática, observação documental, trabalho com não atores, imaginação mística e dilatação do tempo se articulam bem ao gosto de um cinema contemporâneo prestigiado em festivais internacionais.

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Organizado em três momentos que correspondem às três posições da reza muçulmana, a rakat, seus longos planos de rostos marcados e olhares siderados, junto com um trabalho de som ousado e não naturalista, têm sua potência esvaziada diante do exotismo dos belos quadros.

Aqui, o tema da peregrinação e do retorno ao local sagrado, o motivo do enterro de um corpo morto para dignificar a existência dos que vivem, o desejo de construir grandes propósitos para vida ("precisamos fazer algo grandioso", diz Shakib em certo momento, defendendo a necessidade de se chegar a Sijilmasa) e uma jornada que aos poucos perde seu sentido acumulando mortes, deambulações e errância, enquanto, num corte espacial, taxistas parecem apostar corrida pelos desertos marroquinos, poderiam fazer de "Mimosas" um filme cativante e estranho. Um filme sobre a fé e sobre a narração.

Sem dúvida, Laxe parece desejar construir um cinema de força revelatória, adaptando à fé islâmica aquilo que Carl Dreyer e Robert Bresson, por exemplo, conseguiram de maneira magnífica e austera expressar por meio da fé cristã. Mas, nesse caso, tudo parece um pouco postiço, o delírio fica a meio caminho e a revelação não vem. É sempre bom lembrar: seja no cinema ou vida, nem sempre onde há fé há alma.

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MIMOSAS

DIREÇÃO Oliver Laxe

PRODUÇÃO Catar, 2016, 12 anos

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ELENCO Ahmed Hammound, Shakib Ben Omar, Said Aagli

AVALIAÇÃO regular

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