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Médico não pode impor tratamento de dependência, diz chefe do 'Redenção'

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LUISA LEITE

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Para se ter sucesso em um tratamento de dependência química, médicos precisam discutir metas com os próprios pacientes. A afirmação foi feita por Arthur Guerra, psiquiatra, presidente-executivo do Cisa (Centro de Informações sobre Saúde e Álcool) e coordenador do programa de combate ao crack "Redenção", da prefeitura de São Paulo, na palestra que abriu o fórum "Mudança de Hábitos e Redução de Danos à Saúde", promovido pela Folha de S.Paulo com patrocínio da Philip Morris na manhã nesta quarta-feira (23), no teatro Unibes Cultural, em São Paulo.

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"Metas como a abstinência da substância devem ser discutidas, é complicado quando o médico resolve impor algo ao paciente, e muitas vezes o desejo de quem trata não é o mesmo de quem está sendo tratado", disse o médico.

O fórum discutiu políticas de redução de danos, práticas que têm por objetivo reduzir o risco do uso de substâncias psicoativas entre os indivíduos que não querem ou não conseguem abandonar a droga.

"Essa política surgiu no mundo dentro de um contexto de guerra contra as drogas, que prega que as mesmas não devem ser usadas. Ainda que a posição de que drogas fazem mal à saúde seja muito clara, essa política não levou de fato na redução do uso na prática", disse Guerra. "Como consequência houve o aumento da criminalização e estigmatização do usuário, o que trouxe um impacto negativo em termos de saúde pública."

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No Brasil, a discussão em torno da elaboração de políticas de redução de danos surgiu nos anos 80, quando houve um aumento do uso de drogas e de contaminação de doenças como hepatite e Aids, segundo Guerra.

Em 1994, o Conselho Federal de Enfermagem passou a dar apoio a essas políticas. O primeiro programa de redução de danos surgiu em Salvador, na Bahia, em 1995., quando o Observatório Baiano sobre Substâncias Psicoativas iniciou um programa de distribuição de seringas a usuários de drogas injetáveis.

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