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Milhares protestam nos EUA contra marcha pela 'Liberdade de Expressão'

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ISABEL FLECK

WASHINGTON, EUA (FOLHAPRESS) - Milhares de pessoas participam, em Boston, neste sábado (19), das primeiras grandes manifestações desde a marcha de grupos racistas que terminou com confrontos violentos e uma morte em Charlottesville, na Virgínia, no último fim de semana.

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As autoridades locais deram, durante a semana, a autorização para a marcha "Liberdade de Expressão", organizada pela Coalizão de Liberdade de Expressão de Boston, um grupo que foi se formando na internet em defesa de palestrantes conservadores barrados em universidades pelo país.

A confirmação da manifestação fez com que outro grupo se organizasse para protestar contra a marcha da direita. Esse protesto começou antes, com placas de "Resista" e "Vidas negras importam" e gritos de "Ruas de quem? Nossas ruas!" e "Não ao Trump, não ao KKK [Ku Klux Klan], não aos EUA fascistas!"

Até as 14h30 (de São Paulo), a marcha da direita ainda estava pequena. John Medlar, um dos organizadores, passou a semana afirmando a jornais e redes de TV que a marcha de Boston não era para supremacistas brancos, neonazistas ou membros da KKK, como ocorreu em Charlottesville.

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Medlar disse que inclusive, teria convidado os representantes do movimento Black Lives Matter em Boston a enviar uma pessoa para falar durante a marcha da direita.

A prefeitura de Boston só autorizou a marcha "Liberdade de Expressão" sob estritas restrições: nenhum dos manifestantes poderia portar armas, bastões, pedaços de pau (como os usados para erguer faixas e cartazes) e mochilas.

Mesmo assim, havia uma tensão ainda no início da tarde, já que o grupo contrário marchava em direção ao parque Boston Common, onde estão reunidos os manifestantes de direita.

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WASHINGTON

Em Washington, uma manifestação contra o tratamento dados a prisioneiros reuniu dezenas de pessoas, que marcharam da Praça da Liberdade, na Avenida Pensilvânia, até a frente da Casa Branca.

Muitos usavam camisetas com os dizeres "Vidas negras importam" e levantavam cartazes com mensagem contra grupos racistas, ao lado de outros contra o "encarceramento em massa" e a "escravidão legal".

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"Acho que, depois de Charlottesville, estamos nos sentindo mais fortes e motivados para lutar contra a extrema direita e o ódio, que é também o que estamos defendendo aqui. Eles fizeram um bom trabalho nos fortalecendo", disse um dos manifestantes, que só se identificou como Timour, 24, membro do Partido para o Socialismo e Libertação (PSL).

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