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Zubeldía revela problema cardíaco e fala sobre pressão no futebol: "Foi um choque"

O treinador afirmou que descobriu, aos 45 anos, a necessidade de colocar quatro stents nas artérias

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Zubeldía revela problema cardíaco e fala sobre pressão no futebol:
Autor Técnico Luis Zubeldía, do Fluminense - Foto: Lucas Merçon/Fluminense

O técnico Luis Zubeldía, do Fluminense, revelou ter enfrentado recentemente um problema cardíaco e contou detalhes do diagnóstico em entrevista ao jornal argentino Olé. O treinador afirmou que descobriu, aos 45 anos, a necessidade de colocar quatro stents nas artérias, situação que o pegou completamente de surpresa.

"Foi um choque. Eu não tinha noção de que tinha quatro stents aos 45 anos. Foi um choque no começo porque foi totalmente inesperado. Mas, olhando para trás, vi o lado bom, que eles detectaram o problema a tempo", afirmou.

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Zubeldía explicou que fatores como colesterol alto e questões hereditárias contribuíram para o quadro. Segundo ele, o problema foi identificado após a realização de uma angiotomografia computadorizada, exame que permitiu detectar a obstrução nas artérias.

"Meu cardiologista sempre me repreende pela forma como eu encaro o futebol, pela paixão que sinto. As causas? Colesterol alto, fatores hereditários. Acertei em cheio com um exame chamado angiotomografia computadorizada. É incrível que eu esteja dando conselhos médicos, mas?", disse.

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Durante a entrevista, o treinador também refletiu sobre seu comportamento à beira do campo, especialmente as constantes reclamações com a arbitragem, algo que o acompanha desde os tempos de jogador.

"Porque gesticulo muito e porque passo dos limites. Sempre tive problemas com a arbitragem, desde os meus tempos de jogador. Aliás, cheguei a consultar o (Marcelo) Roffé, um psicólogo esportivo, sobre isso. Ele sempre me dizia: Não, não com a arbitragem...", contou.

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Zubeldía reconheceu que muitas vezes os protestos durante as partidas são mais uma forma de extravasar a tensão do que uma tentativa real de influenciar as decisões da arbitragem.

"A gente pensa que reclama porque assim consegue influenciar o árbitro, mas não, é uma forma de desabafar, de ajudar o time. Embora eu saiba com certeza que não ajuda em nada. Pelo contrário: atrapalha", admitiu.

O argentino também comentou sobre o desgaste emocional da profissão de treinador, marcada por uma sequência intensa de jogos e cobranças constantes por resultados.

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"Emocionalmente, é uma montanha-russa. É impossível manter um nível de jogo consistente ou resultados positivos. Tudo oscila, é passageiro. Por isso, você precisa ser muito forte mentalmente para se reinventar em um curto período de tempo. É como ter uma prova final a cada três dias", analisou.

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Dentro de campo, o momento do Fluminense é positivo no Campeonato Brasileiro. A equipe ocupa a terceira posição, com dez pontos, atrás apenas de São Paulo, que soma 13, e Palmeiras, também com 10.

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O próximo compromisso do Tricolor será neste domingo, às 16h, diante do Athletico-PR, no Maracanã, pela sequência da competição nacional.

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