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Vinícius Júnior será o capitão da seleção em amistoso contra o racismo

Será a estreia do jogador de 23 anos com a braçadeira de capitão da seleção

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Vinícius Júnior será o capitão da seleção em amistoso contra o racismo
Autor Vinícius Júnior será o capitão da seleção em amistoso contra o racismo - Foto: Reprodução/Instagram

Vinícius Júnior será o capitão da seleção brasileira no amistoso com a Espanha, nesta terça-feira, em Madri. O atacante do Real Madrid foi escolhido pelo técnico Dorival Júnior por ser o protagonista natural da partida, organizada pela CBF e pela Real Federação Espanhola de Futebol (RFEF) para servir de marco na luta contra o racismo.

Será a estreia do jogador de 23 anos com a braçadeira de capitão da seleção. Vini Jr. tem 27 jogos pela equipe nacional, em 42 convocações, com três gols marcados. Titular no amistoso com a Inglaterra, no sábado, ele começará novamente entre os 11 nesta terça, a partir das 17h30. O atacante será o protagonista da partida porque se tornou alvo de seguidos ataques racistas no futebol da Espanha e da Europa nas últimas duas temporadas. O maior deles aconteceu em partida do Real Madrid contra o Valencia, na casa do adversário, quando o brasileiro foi alvo de grande parte da torcida.

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O episódio gerou forte repercussão mundial e quase criou uma crise diplomática entre Brasil e Espanha. Semanas depois, a RFEF tomou a iniciativa de organizar esse amistoso como símbolo de combate ao racismo na Espanha. A partida, abraçada pela CBF, ganhou até um slogan: "uma só pele, uma só identidade". Ao mesmo tempo, o jogo ganhou uma identidade visual em referência à luta contra o racismo, desde a cor do ônibus que transportou a seleção até o uniforme a ser usado nesta terça.

Antes do início da partida, no momento da execução dos hinos dos dois países, os jogadores da seleção brasileira vão usar uma jaqueta preta com a mensagem em português, inglês e espanhol, além de um 'patch' especial da partida, "uma só pele". Na segunda, Vini Jr. concedeu entrevista coletiva na qual fez um dos seus maiores desabafos contra o racismo.

"Cada vez estou mais triste e tenho menos vontade de jogar. Mas não vou desistir", disse o atacante, entre lágrimas.

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"Acredito que seja muito triste tudo que eu venho passando a cada jogo, a cada dia, a cada denúncia vai aumentando. É muito triste, não só eu, mas todos os negros que sofrem no dia a dia. O racismo verbal é minoria perto de tudo que os negros passam no mundo", declarou o atacante.

O atacante também será protagonista porque jogará em casa nesta terça, no estádio Santiago Bernabéu, onde costuma brilhar com a camisa do Real Madrid. "Vai ser um sonho realizado poder jogar na minha casa, no Bernabéu, com a camisa da seleção, onde sempre sonhei estar.

E, pela primeira vez, com a torcida contra. Mas será um duelo importante para as duas equipes, que são das maiores do mundo. Faz tempo que não se enfrentam. Gostamos de jogar contra as melhores", afirmou o jogador.

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