Vini Jr denuncia racismo em vitória do Real Madrid sobre o Benfica; entenda
O episódio ocorreu logo após o jogador marcar o único gol da partida, válida pelos playoffs da Champions League
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O atacante brasileiro Vinícius Júnior denunciou ter sido vítima de racismo durante a vitória do Real Madrid por 1 a 0 sobre o Benfica, nesta terça-feira, no Estádio da Luz, em Lisboa. O episódio ocorreu logo após o jogador marcar o único gol da partida, válida pelos playoffs da Champions League. O árbitro francês François Letexier chegou a acionar o protocolo antirracismo da Uefa, paralisando o confronto por 10 minutos, mas o jogo foi retomado sem punições imediatas.
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Aos quatro minutos do segundo tempo, Vini Jr marcou um golaço de fora da área e comemorou dançando próximo à torcida portuguesa. A celebração gerou revolta nos jogadores do Benfica, iniciando um tumulto que rendeu um cartão amarelo ao brasileiro.
Após a confusão inicial, Vinícius acusou o meia argentino Gianluca Prestianni, do Benfica, de chamá-lo de "mono" (macaco, em espanhol). Imagens da transmissão mostraram o adversário cobrindo a boca com a camisa durante a discussão. Devido à falta de provas flagrantes no momento, a arbitragem deu continuidade à partida após a paralisação, sob intensas vaias e arremesso de objetos pela torcida local contra o atacante.
Desabafo e repercussão
Nas redes sociais, o camisa 7 do Real Madrid lamentou a ineficácia das medidas disciplinares:
"Racistas são, acima de tudo, covardes. Precisam colocar a camisa na boca para demonstrar como são fracos. Do outro lado, apenas um protocolo mal-executado e que de nada serviu", escreveu o jogador.
Kylian Mbappé, companheiro de equipe e autor da assistência para o gol, também se manifestou com indignação, recusando-se a citar o nome de Prestianni. "O número 25 do Benfica não merece jogar mais na Champions League", afirmou o francês.
Versão de Prestianni
O jovem argentino Gianlucca Prestianni, de apenas 20 anos, usou as redes sociais para se defender da acusação de racismo contra Vinícius Júnior. O jogador ganhou apoio do clube português e alegou que o brasileiro "interpretou errado" o que ele disse.
Diante da repercussão negativa, Prestianni tentou se defender sem explicações claras. "Quero esclarecer que em nenhum momento dirigi insultos racistas ao Vinicius Júnior, quem lamentavelmente interpretou mal o que crê ter escutado", escreveu o meio-campista argentino nos Stories do Instagram e também no X, antigo Twitter. "Jamais fui racista e lamento as ameaças que recebi dos jogadores do Real Madrid."
Ocorre que o argentino em momento algum explicou o que teria falado ao brasileiro. Tampouco detalhou o motivo de ter usado a camisa do Benfica para esconder sua boca quando falava com Vini Jr.
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Marcas históricas e decisão
Apesar do incidente, o gol marcado em Lisboa garantiu marcas importantes. Vini Jr chegou a 31 gols na Champions, superando Kaká e tornando-se o segundo brasileiro com mais gols na história do torneio (atrás apenas de Neymar, com 42).
Com o 1 a 0, o Real Madrid joga pelo empate no duelo de volta, na próxima quarta-feira (25), no Santiago Bernabéu, para garantir vaga nas oitavas de final.
O caso será relatado na súmula oficial pelo árbitro François Letexier e deve ser analisado pela Uefa nos próximos dias.
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